Porto quer divisão de policiamento comunitário

O executivo de Pedro Duarte quer criar uma divisão de policiamento comunitário, dentro da Polícia Municipal, para as comunidades educativa, sénior, de pessoas...

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 19 Jan. 2026, 18:38
Porto quer divisão de policiamento comunitário

O executivo de Pedro Duarte quer criar uma divisão de policiamento comunitário, dentro da Polícia Municipal, para as comunidades educativa, sénior, de pessoas portadoras de deficiência e em situação de sem-abrigo. No final do ano passado foram feitas mais de 200 ações de policiamento de visibilidade com recurso a carros, moto-quatro ou agentes apeados.
19 jan. 2026, 18:38 No final de 2025 já se realizaram algumas ações de policiamento de visibilidade (Lusa/José Coelho)

A Câmara do Porto quer criar a divisão de policiamento comunitário no seio da Polícia Municipal, anunciou esta segunda-feira a vereadora Gabriela Queiroz na reunião alargada do Conselho Municipal de Segurança.

Segundo a vereadora, que acumula os pelouros da Coesão Social, Saúde e Proteção Civil, Habitação e Recursos Humano, após o Governo ter aberto concurso para a chegada de 80 novos polícias, a autarquia quer aproveitar o trabalho já em curso no terreno desde novembro, de policiamento comunitário, para criar essa divisão.

O projeto apresentado na reunião desta segunda-feira recebeu a aprovação dos conselheiros, um procedimento, segundo o presidente da Câmara, Pedro Duarte, que “torna mais simples junto do Governo atingir esse objetivo”.

Antes, o comandante da Polícia Municipal (PM) do Porto, Afonso Sousa, fez o balanço do policiamento de visibilidade, que se traduziu em 42 ações em novembro de 2025 e 199 em dezembro do mesmo ano em diversos locais da cidade, com recurso a carros, moto-quatro ou agentes apeados.

Sobre o policiamento de comunidade, Afonso Sousa revelou que se aplicam às comunidades educativa, sénior, de pessoas portadoras de deficiência e em situação de sem-abrigo.

Ainda sobre o tema, em representação da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares, Luís Carlos Lobo pediu que “o projeto da PM com as crianças passasse a abranger também os pais, através da sensibilização para a utilização do telemóvel”, argumentando que “todos são poucos para educar os jovens”.

O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, Nuno Cruz, interveio também para pedir a alteração do método de intervenção da Polícia Municipal e da PSP na resposta às “queixas de ruído de madrugada de que moradores lhe dão conta sem que haja resposta da polícia”.

O superintendente da PSP, Rui Mendes, disse ver com bons olhos que essa situação passasse para a alçada da Polícia Municipal, através da alteração do contrato interadministrativo, explicando que diariamente respondem a cerca de 300 ocorrências e que nem sempre há resposta no momento em que são contactados.

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