Na obra “A Última Ceia” de Da Vinci apóstolos revelam medo, surpresa e suspeita
A Universidade Fernando Pessoa sustenta que a investigação, que deu origem ao livro “A Face da Traição: A Neurociência da Emoção na Última Ceia de Leonardo da...
A Universidade Fernando Pessoa sustenta que a investigação, que deu origem ao livro “A Face da Traição: A Neurociência da Emoção na Última Ceia de Leonardo da Vinci”, mostra que a análise facial demonstra que a culpa, o medo e a dissimulação formam o triângulo neuroemocional da traição, particularmente evidente na figura de Judas. 08 mar. 2026, 17:21 A obra revela que a face humana funciona como interface biológico entre cérebro, emoção e comunicação social, tornando visíveis processos neuropsicológicos profundos
Na obra “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, as expressões faciais dos apóstolos revelam padrões neuroemocionais distintos como surpresa, medo, incredulidade, indignação, empatia e suspeita, conclui um estudo da Universidade Fernando Pessoa, no Porto.
“A cena pintada por Leonardo da Vinci representa o primeiro momento de reação emocional coletiva à revelação da traição, funcionando como um protótipo naturalista de observação experimental da emoção”, sustenta a investigação do diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Faculdade de Medicina da Universidade Fernando Pessoa, professor Freitas-Magalhães, que durou 16 anos.
Em comunicado enviado à Lusa, a Universidade Fernando Pessoa sustenta que essa investigação, que deu origem ao livro “A Face da Traição: A Neurociência da Emoção na Última Ceia de Leonardo da Vinci”, mostra que a análise facial demonstra que a culpa, o medo e a dissimulação formam o triângulo neuroemocional da traição, particularmente evidente na figura de Judas.
A composição da pintura organiza os apóstolos em quatro grupos emocionais, permitindo comparar respostas afetivas diferentes perante o mesmo estímulo, assinala.
“A codificação facial mostra que Leonardo captou microdinâmicas expressivas extremamente precisas antecipando, séculos antes, princípios hoje estudados pela neurociência da emoção”, aponta.
A obra revela que a face humana funciona como interface biológico entre cérebro, emoção e comunicação social, tornando visíveis processos neuropsicológicos profundos.
“’A Última Ceia’ não é apenas uma obra de arte, é um teatro neuroemocional onde a biologia da confiança quebrada se torna visível na face humana”, disse Freitas-Magalhães, citado no comunicado.
Integrando neurociência, psicologia da emoção, história da arte e análise facial científica, o autor demonstra que a pintura de Leonardo da Vinci pode ser compreendida como um verdadeiro laboratório visual da emoção humana.
Nessa sequência, o livro propõe uma nova leitura da obra-prima de Leonardo da Vinci não apenas como narrativa religiosa ou realização artística, mas como documento extraordinário da psicologia humana, destaca a universidade.
A análise demonstra que a arte pode preservar, com impressionante fidelidade, os padrões universais da expressão emocional, conclui.
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