Meo e Vodafone admitem reposição de rede fixa até 30 de abril, NOS será “nos próximos dias”
A disponibilidade da rede fixa da Meo nas zonas afetadas pelas intempéries à data de hoje é de 95,9%, admite a Meo, prevendo a reposição completa do serviço...
A disponibilidade da rede fixa da Meo nas zonas afetadas pelas intempéries à data de hoje é de 95,9%, admite a Meo, prevendo a reposição completa do serviço até ao final do mês de abril. Já no caso da NOS, cerca de 97,5% da rede fixa nas zonas afetadas pelas intempéries está recuperada e os clientes sem serviço, na sua maioria, vão ter situação normalizada nos próximos dias. 24 mar. 2026, 15:19 Os clientes impactados “recebem um crédito correspondente aos dias em que não dispuseram de serviço”, refere a operadora Meo. Imagem: Unsplash
“Atualmente, a rede móvel encontra-se reposta nas suas componentes de cobertura e capacidade”, refere a Meo.
Contudo, “a recuperação da rede fixa tem-se revelado mais complexa, uma vez que, em muitos locais, não está em causa apenas a reparação de falhas pontuais, mas sim a reconstrução integral de troços da rede”.
Ainda assim, “à data de 24 de março, a disponibilidade da rede fixa nas zonas afetadas é de 95,9%”.
“A previsão atual aponta para a reposição completa do serviço até 30 de abril, podendo este prazo variar em função das condições concretas no terreno e de fatores externos. Até lá, e sempre que necessário, poderão ser utilizadas soluções transitórias alternativas para garantir a prestação do serviço”, salientou fonte oficial.
Quanto aos créditos relativos aos períodos de indisponibilidade de serviços de telecomunicações aos clientes, a Meo mantém a mesma posição enviada à Lusa há exatamente um mês, a 24 de fevereiro.
“Relativamente à faturação, e conforme previamente anunciado, a Meo tem vindo a creditar automaticamente os períodos de indisponibilidade dos serviços de telecomunicações aos clientes localizados nas zonas afetadas pelas tempestades, nos termos da legislação em vigor”.
Os clientes impactados “recebem um crédito correspondente aos dias em que não dispuseram de serviço, refletido na fatura seguinte ao período de indisponibilidade”, rematou a fonte.
Já no caso da NOS, cerca de 97,5% da rede fixa nas zonas afetadas pelas intempéries está recuperada e os clientes sem serviço, na sua maioria, vão ter situação normalizada nos próximos dias.
Contactada pela Lusa, fonte oficial da NOS adiantou que, “neste momento, os serviços de rede móvel já foram repostos”.
Agora, no que diz respeito à rede fixa, “cerca de 97,5% do serviço está recuperado” e “os clientes sem serviço verão, na sua maioria, a normalização da situação nas próximas semanas”, acrescentou fonte oficial.
A NOS reitera que “tem compensado e vai continuar a compensar de forma proativa os seus clientes pelos dias de indisponibilidade de serviço”.
Esta compensação “é automaticamente creditada na conta dos clientes na fatura seguinte ao restabelecimento do serviço”, salientou a mesma fonte, referindo que “estas informações foram comunicadas, antecipadamente, via SMS, aos clientes que receberam faturas”.
Fonte oficial asseverou que “nenhum cliente destes concelhos teve nem terá interrupção de serviços por falta de pagamento”.
Adicionalmente, “para todos os clientes destes concelhos, que nos contactam com dificuldades de pagamentos, oferecemos propostas de fracionamento do valor, com condições favoráveis e adequadas às suas necessidades”, acrescentou.
A Vodafone, por sua vez, prevê que, no serviço fixo, a reposição temporária se prolongue, pelo menos, até final de abril, adiantando que a rede móvel está reposta na generalidade.
Contactada pela Lusa, a mesma fonte referiu que “a rede móvel da Vodafone está reposta na sua generalidade em todos os concelhos afetados pela depressão Kristin”.
Contudo, “subsistem situações onde as reparações têm ainda caráter provisório, uma vez que houve necessidade de colocar torres de substituição onde as originais ficaram destruídas ou comprometidas e em substituir os cabos de fibra ótica que ligam estas estações por ligações por satélite”, prosseguiu fonte oficial da Vodafone Portugal.
Para poderem ser instaladas rapidamente, “as torres temporárias têm características diferentes das originais (altura, por exemplo), o que pode resultar numa cobertura de serviço distinta”, sublinhou.
Já “no serviço fixo, onde se concentram as maiores dificuldades (uma total destruição da rede fixa aérea: cabos de fibra ótica, juntas, caixas de distribuição e postes), prevê-se que a reposição temporária se prolongue, pelo menos, até ao final do mês de abril”, detalhou a mesma fonte.
A operadora acrescentou que “esta reposição tem encontrado grandes desafios no terreno”, uma vez que “a destruição dos postes obriga a deixar muitas vezes no solo os novos cabos de fibra, aumentando a probabilidade de novos cortes por terceiros, o que se pode traduzir na instabilidade do serviço recuperado”.
Quanto à faturação, “a Vodafone cumpre o disposto na Lei das Comunicações Eletrónicas e nos contratos com os seus clientes, que estabelecem que em caso de indisponibilidade de serviço não imputável ao cliente e superior a 24 horas, consecutivas ou acumuladas por período de faturação”, (…)”reembolsará o cliente pelo valor proporcional ao período de indisponibilidade”.
Este crédito “é calculado automaticamente ao fim do período de indisponibilidade e aplicado na fatura seguinte, não necessitando de qualquer ação da parte do cliente”, sublinhou fonte oficial da Vodafone Portugal.
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