Aumento dos combustíveis já fez parar 1.500 TVDE em Lisboa e no Porto
Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados informa que as plataformas não ajustaram as tarifas ao aumento dos preços dos...
Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados informa que as plataformas não ajustaram as tarifas ao aumento dos preços dos combustíveis.
25 mar. 2026, 10:28 Associação de TVDE pede uma resposta imediata por parte das plataformas.
Março já registou menos 1.500 carros a combustão a trabalhar em Lisboa e no Porto por as plataformas Bolt e Uber não terem ajustado as tarifas aos aumentos dos combustíveis, revelou esta quarta-feira a associação de transportes em automóveis descaracterizados.
Em comunicado, a Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD) adianta que “a paragem está a acelerar”, sendo que, “nos 57% [de veículos] que trabalham a combustão, a paragem é forte”.
“Só é mascarada pelos veículos elétricos, que são 43% da frota”, acrescenta a associação, adiantando à Lusa terem sido 1.500 os veículos que pararam este mês nas duas maiores cidades, por não ser opção “trabalhar para perder dinheiro”.
Na nota de imprensa, a associação critica novamente “a inação das plataformas face ao aumento dos combustíveis e exige intervenção urgente”.
Atualizando o valor dos aumentos contabilizados nos combustíveis – passou dos 30 cêntimos há uma semana para mais de 40 cêntimos na atual –, a associação aponta ao mesmo alvo, afirmando que, “apesar disso, nem a Uber nem a Bolt ajustaram as tarifas, nem apresentaram qualquer mecanismo de apoio aos operadores e motoristas”.
“Mais grave: nenhuma das plataformas respondeu às cartas abertas enviadas pela APTAD, onde eram diretamente questionadas sobre as medidas que pretendem implementar para fazer face a este aumento de custos”, acusa ainda a associação.
Segundo a APTAD, as consequências “já são visíveis no terreno”, com “operadores e motoristas que começaram a parar a atividade, porque simplesmente deixou de ser viável trabalhar nestas condições”.
Neste contexto, a associação entende que a “situação é a prova inequívoca de que o atual enquadramento legal falhou”, pois a “legislação em vigor permite que as plataformas continuem a definir unilateralmente os preços, sem qualquer obrigação de refletir os custos reais da atividade”.
A APTAD recorda que “já apresentou ao Governo uma proposta de alteração à Lei do TVDE que corrige este desequilíbrio, introduzindo mecanismos como tarifas mínimas e uma taxa de ocupação mínima por plataforma, garantindo que os preços das viagens refletem os custos reais da atividade e evitando a destruição dos rendimentos dos motoristas”.
“Perante a gravidade da situação”, a associação exige uma “resposta imediata das plataformas Uber e Bolt, esclarecendo porque não refletem nos preços das viagens o aumento brutal dos combustíveis”.
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