Câmara de Gaia nega despejo de associações em Vilar de Andorinho
A Câmara de Gaia negou estar a despejar associações de Vilar de Andorinho, afirmando que está apenas a avaliar a relevância social das atividades desenvolvidas.
A Câmara de Gaia negou estar a despejar associações de Vilar de Andorinho, afirmando que está apenas a avaliar a relevância social das atividades desenvolvidas. Após notificações para rescisão de contratos, a autarquia garante que irá reunir com as associações para analisar a continuidade da ocupação dos espaços. 07 mai. 2026, 17:08 Gaia diz que futuro das associações será avaliado caso a caso (CM Gaia)
A Câmara de Gaia negou esta quinta-feira estar a despejar associações de Vilar de Andorinho, apesar das notificações para rescisão de contratos, defendendo estar “a fazer uma avaliação do seu objeto social e do seu interesse social para a comunidade”.
“A [empresa municipal] Gaiurb não está a despejar ninguém, mas apenas a fazer uma avaliação do seu objeto social e do seu interesse social para a comunidade”, pode ler-se numa resposta de fonte oficial da Câmara de Gaia à Lusa.
A autarquia liderada por Luís Filipe Menezes (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL) refere ainda que “a Gaiurb vai promover reuniões com todas as associações em causa, para avaliar as atividades que se justifiquem socialmente, a continuação de todos os comodatos e consequente ocupação das lojas”.
Na quarta-feira, a Lusa noticiou que a Câmara de Gaia, no distrito do Porto, notificou várias associações da freguesia de Vilar de Andorinho para deixarem os espaços onde desenvolvem as suas atividades, incluindo desportivas, revelou à Lusa o vereador do PS João Paulo Correia.
“No domingo, chegou uma informação que a câmara tinha notificado quatro associações de Vilar de Andorinho que ocupam instalações municipais já há muitos anos para desocupá-las em poucas semanas. Ou seja, um processo de desalojamento coletivo de quatro associações sem fins lucrativos”, disse o vereador socialista à Lusa.
Em causa estão, segundo João Paulo Correia, “o Grupo Desportivo da Vila D’Este, o Grupo Desportivo Cem Paus, que também é uma associação desportiva, a Associação de Moradores da Vila D’Este – não a sede, mas as lojas onde a associação desenvolve a dança e o ‘kickboxing’, vão ter que devolver as lojas à Câmara – e, na urbanização do Balteiro, o Clube Jovem do Balteiro também recebeu uma notificação para desocupar as instalações do município”.
De acordo com algumas das notificações, a que a Lusa teve acesso, em causa estão rescisões, com efeitos imediatos, dos contratos de comodato enviadas pela empresa municipal Gaiurb, alegando “desvio dos objetivos previstos” nos contratos celebrados.
Para João Paulo Correia, trata-se de “um ataque à identidade quer da Vila D’Este, quer do Balteiro”, estando em causa “associações que são motores da prática desportiva, da prática recreativa, por onde passaram já muitas gerações”.
“Muitas vezes são essas associações que falam em nome daqueles que não têm voz para falar e que não têm palco para ser ouvidos”, denunciando o vereador um “ataque à identidade das próprias organizações e ao tecido local” e considerando que “notificar quatro associações para desalojá-las, sem lhes dar alternativa, é matá-las”.
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