Chuvas intensas levam ao encerramento preventivo do Mercado D. Pedro V em Coimbra

Além do mercado, também a Rua da Fonte Nova e o parque de estacionamento superior permanecem encerrados, numa zona situada na área tampão classificada como...

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 8 Jul. 2026, 12:05
Chuvas intensas levam ao encerramento preventivo do Mercado D. Pedro V em Coimbra

Além do mercado, também a Rua da Fonte Nova e o parque de estacionamento superior permanecem encerrados, numa zona situada na área tampão classificada como Património Mundial pela Unesco. 11 fev. 2026, 10:58 DR

O Mercado Municipal D. Pedro V, na cidade de Coimbra, foi encerrado ao público por causa da instabilidade registada no talude da Cerca de Santo Agostinho, informou a Câmara Municipal esta quarta-feira.

“Por decisão da presidente da Câmara Municipal de Coimbra e da Proteção Civil, o Mercado Municipal D. Pedro V encontra-se encerrado ao público. A decisão deve-se à instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho”, referiu a Câmara.

De acordo com a autarquia de Coimbra, esta é uma decisão que surge depois de várias semanas de chuvas intensas e sucessivas tempestades.

“A medida é preventiva e visa garantir a segurança de trabalhadores, comerciantes e utentes, até nova avaliação”.

A instabilidade no talude da Cerca de Santo Agostinho também já tinha levado ao encerramento da Rua da Fonte Nova, estando igualmente fechado o parque de estacionamento superior do Mercado Municipal.

Parte da Cerca de Santo Agostinho, localizada na zona tampão da área de Património da Unesco em Coimbra, já tinha colapsado no sábado. A Cerca de Santo Agostinho fica localizada nas traseiras do Mercado Municipal D. Pedro V.

Com o encerramento do Mercado Municipal, o atendimento ao público da Câmara Municipal de Coimbra passa a ser feito exclusivamente na Loja do Cidadão, das 8h30 às 19h30 em dias úteis, e aos sábados das 8h30 às 14 horas.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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