“Dar voz a quem geralmente só a tem quando há tragédia”: Presidente da República esteve com agricultores do Baixo Mondego
O Presidente da República destacou o “significado muito profundo” do almoço com agricultores do Baixo Mondego por dar voz a quem normalmente só é ouvido em...
O Presidente da República destacou o “significado muito profundo” do almoço com agricultores do Baixo Mondego por dar voz a quem normalmente só é ouvido em situações de tragédia. 08 abr. 2026, 17:00 Presidente da República almoçou com agricultores de Soure, Montemor-o-Velho, Coimbra e Figueira da Foz. (Lusa/Paulo Novais)
O ministro da Agricultura e Mar e os presidentes das autarquias de Soure e Coimbra também estiveram presentes no almoço com agricultores. (Lusa/Paulo Novais)
Chefe de Estado mostrou-se disponível para ouvir reivindicações e propostas. (Lusa/Paulo Novais)
Durante a manhã, Seguro visitou o Lar da Associação Cultural Recreativa e Social de Samuel, em Soure. (Lusa/Paulo Novais)
Antes do almoço, Presidente da República visitou quartel dos Bombeiros Voluntários de Penela, acompanhado pelo presidente da autarquia. (Lusa/Paulo Novais)
Tempestades provocaram graves danos no quartel dos Bombeiros de Penela. (Lusa/Paulo Novais)
António José Seguro conversou com populares em Penela. (Lusa/Paulo Novais)
Terceiro dia da Presidência Aberta foi dedicado ao distrito de Coimbra. (Lusa/Paulo Novais)
O Presidente da República, António José Seguro, assumiu que o almoço desta quarta-feira com agricultores do Baixo Mondego tem “um significado muito profundo”, por dar voz a quem geralmente só a tem quando há uma tragédia.
“Este ponto da Presidência Aberta, que está a decorrer durante esta semana, tem um significado muito profundo, que é o de dar voz a quem geralmente só tem voz quando há tragédia e, quando essa tragédia desaparece da agenda mediática, deixam de ter voz. Ora, o vosso Presidente da República está aqui para vos dar voz”, evidenciou.
Antes de um almoço com agricultores do Baixo Mondego, dos concelhos de Soure, Montemor-o-Velho, Coimbra e Figueira da Foz, que decorreu em Vila Nova de Anços (concelho de Soure), o chefe de Estado disse estar à disposição para ouvir reivindicações e propostas.
“Não termino sem dizer ao senhor presidente da Câmara [de Soure], que sou um fervoroso defensor da coordenação, da articulação e que todas as entidades que são, no fundo, destinatárias dessas mesmas decisões, devem trabalhar em conjunto para que essas decisões sejam tomadas no tempo certo, na altura certa, com o bom senso que isso exige”, referiu.
Momentos antes, o autarca de Soure, Rui Fernandes, recordou que a articulação durante o mau tempo, bem como o bom senso e conhecimento da realidade, ajudaram a minorar a catástrofe na região.
Para António José Seguro, este é um bom exemplo a ter em conta, “de modo a que as palavras correspondam aos atos e os atos também correspondam às palavras”.
Além do autarca de Soure, o almoço contou ainda com a presença dos presidentes das Câmaras de Coimbra e Montemor-o-Velho, Ana Abrunhosa e José Veríssimo, bem como do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.
Albano Moreira da Silva, dos Viveiros Moreira da Silva, localizados no concelho de Coimbra, aproveitou a presença do Presidente da República para lhe dar conta das dificuldades e prejuízos causadas pelo mau tempo, que lhe arrasou mais de 400 mil plantas.
Ao seu lado tinha o ministro da Agricultura, que a pedido do Presidente da República, pormenorizou alguns dos apoios que tinha a sua disposição, bem como onde o empresário poderia dirigir-se.
“Tem aqui caminhos e tem aqui portas. É uma questão de estar atento e de ver se consegue proteger”, aconselhou Seguro.
Ainda durante a manhã do terceiro dia da Presidência Aberta, o Chefe do Estado visitou o Lar da Associação Cultural Recreativa e Social de Samuel, também no concelho de Soure, que durante o mau tempo manteve a sua atividade normal, por estar equipado com gerador e depósito de água.
“É um bom exemplo que tem de ser replicado em todas as IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e unidades com pessoas em situação em vulnerabilidade”, considerou.
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