Empresários de Região de Coimbra exigem medidas ajustadas à emergência económica

A Associação Empresarial da Região de Coimbra salientou que são inúmeras as atividades económicas afetadas, com impactos severos, que vão desde o comércio à...

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 8 Jul. 2026, 12:21
Empresários de Região de Coimbra exigem medidas ajustadas à emergência económica

A Associação Empresarial da Região de Coimbra salientou que são inúmeras as atividades económicas afetadas, com impactos severos, que vão desde o comércio à indústria, passando pelos serviços, turismo e agricultura. 11 fev. 2026, 13:23 A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos também aconteceu em Coimbra

O NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra exigiu hoje respostas claras e medidas ajustadas à dimensão da emergência económica da região, após a passagem da depressão Kristin e das tempestades que se seguiram.

“As medidas atualmente enquadradas em programas disponíveis, como o PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum) e outros instrumentos de apoio disponibilizados, continuam a exigir procedimentos idênticos aos de uma candidatura regular, desfasados da urgência real que as empresas enfrentam”, denunciou aquela estrutura, em comunicado.

A NERC entende que “estes mecanismos [medidas de apoio] devem ser adaptados à excecionalidade do momento, com processos simplificados, avaliação contínua e prioritária à medida da entrada dos pedidos e, sobretudo, com critérios que considerem a urgência de sobrevivência das atividades económicas”.

Para a associação, a manutenção de procedimentos administrativos convencionais, sem adaptação à gravidade da situação, “poderá provocar um ciclo de falências em cadeia e um aumento significativo do desemprego, com efeitos diretos nos ciclos económicos e produtivos das empresas da região”.

A Associação Empresarial da Região de Coimbra salientou que são inúmeras as atividades económicas afetadas, com impactos severos, que vão desde o comércio à indústria, passando pelos serviços, turismo e agricultura.

“As dificuldades resultam não apenas da interrupção direta da atividade, mas também de infraestruturas danificadas, acessos cortados e da consequente paragem económica, originando elevados prejuízos por lucros cessantes”, lê-se no comunicado.

A nota alerta para que, sem uma intervenção célere do Governo, da Estrutura de Missão da Reconstrução da Região Centro, do IAPMEI e das entidades regionais (CCDRC e CIM), ajustada à realidade do terreno, estas empresas poderão não resistir ao período necessário para reposição da normalidade.

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