Vila Real protege tesouro romano-medieval único na Campeã que conta com calçada, arco e cruzeiro

A Câmara de Vila Real classificou como conjunto de interesse municipal a calçada romano-medieval, o arco granítico e o cruzeiro do Senhor da Boa Hora.

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 8 Jul. 2026, 13:33
Vila Real protege tesouro romano-medieval único na Campeã que conta com calçada, arco e cruzeiro

A Câmara de Vila Real classificou como conjunto de interesse municipal a calçada romano-medieval, o arco granítico e o cruzeiro do Senhor da Boa Hora. O conjunto histórico localizado na Campeã passa agora a integrar o sistema nacional de proteção do património cultural. 26 mai. 2026, 14:10 A classificação pretende garantir a preservação e valorização futura deste conjunto arquitetónico viário (CM Vila Real)

A calçada romano-medieval, arco granítico e o cruzeiro do Senhor da Boa Hora, localizados na Campeã, foram classificados como conjunto de interesse municipal, anunciou esta terça-feira a Câmara de Vila Real.

“Esta classificação representa o reconhecimento do valor histórico e patrimonial de um conjunto único no concelho, profundamente ligado à memória e à identidade da comunidade local. É também um passo importante para garantir a sua preservação e valorização futura”, afirmou a vereadora da Cultura, Mara Minhava.

Este conjunto arquitetónico viário é constituído por uma calçada romano-medieval, um arco granítico e um cruzeiro (datado do século XVIII), localizados junto à Estrada Nacional 304.

De acordo com o município, este conjunto “passa agora a integrar plenamente o sistema nacional de proteção e conservação do património cultural, reforçando a salvaguarda de um testemunho singular da identidade histórica e cultural da freguesia da Campeã”.

No livro “Seis calçadas lajeadas do concelho de Vila Real”, da autoria de Vítor Nogueira, pode ler-se que o arco memorial da Campeã terá sido construído na baixa idade média com uma função sepulcral e memorativa” e “é um dos sete monumentos do género que ainda hoje existem em Portugal”.

Mara Minhava considerou ainda que “a proteção deste património é essencial para manter viva a ligação às raízes e para promover o conhecimento da história local junto das gerações mais jovens”.

A decisão final foi publicada a 08 de maio, em Diário da República, formalizando uma classificação aprovada pela Câmara Municipal de Vila Real.

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