Associação Empresarial da Região de Leiria pergunta onde estavam entidades reguladoras
Luís Febra declarou ser “legítimo perguntar onde estavam as entidades reguladoras”.
Luís Febra declarou ser “legítimo perguntar onde estavam as entidades reguladoras”. O empresário considerou que, 15 dias após a depressão Kristin ter atingido a região de Leiria, o momento é de urgência. 11 fev. 2026, 15:46 O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos
O presidente da Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI) questionou hoje onde estavam as entidades reguladoras dos setores energético e comunicações quando a depressão Kristin fez colapsar infraestruturas críticas.
“Não é aceitável que infraestruturas tão críticas falhem como falharam. A E-Redes e várias operadoras de comunicações não responderam à altura da responsabilidade que têm perante os cidadãos e empresas”, afirmou Luís Febra numa sessão de apresentação e esclarecimento das medidas de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, na sede da associação, em Leiria.
Sublinhando que “empresas paradas significam salários em risco, exportações comprometidas e confiança abalada”, Luís Febra declarou ser “legítimo perguntar onde estavam as entidades reguladoras”.
“Não é o papel delas proteger o interesse público?”, perguntou, respondendo que “não existem para assistir, passivamente, às falhas que fragilizam” o tecido económico.
O empresário considerou que, 15 dias após a depressão Kristin ter atingido a região de Leiria, o momento é de urgência.
“O tempo é hoje o nosso maior inimigo. Cada dia que passa representa perda de mercado e mercado perdido é, rapidamente, substituído por concorrentes internacionais”, observou, notando que as empresas exportadoras “não concorrem apenas com o vizinho do lado, competem com o mundo”.
Nesse sentido, Luís Febra salientou que “se os recursos não chegarem com rapidez, o impacto será real nas exportações e poderá traduzir-se em muito desemprego”.
“E nós isso não vamos permitir”, afiançou, garantindo também que a NERLEI CCI e outras associações regionais estão “totalmente disponíveis, interessadas e comprometidas para trabalhar com a Estrutura de Missão [para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin] e com todas as entidades públicas” na estruturação e facilitação dos apoios às empresas.
De acordo com o empresário, a função das associações é “alinhar recursos com as necessidades reais” ou, por outras palavras, “simplificar, acelerar e resolver”.
“Propomos, por isso, que o apoio às empresas, seja centrado na Estrutura de Missão, que funcione como uma porta única de acesso simples e objetivo, um ponto de contacto claro, eficaz e orientado para soluções”, defendeu Luís Febra.
O dirigente alertou que “as empresas não podem andar perdidas entre plataformas, formulários e interpretações divergentes”, mas precisam de clareza, rapidez e confiança.
Já no que se refere às Agendas Mobilizadoras, salientou que não se pode “permitir que resultados estratégicos para o país fiquem comprometidos porque uma empresa afetada por esta tempestade não consegue cumprir os prazos ou os investimentos”.
“Isso exigirá flexibilidade e inteligência institucional”, pediu.
Reconhecendo o esforço coletivo para a reconstrução, o presidente da NERLEI CCI, com cerca de mil associados, asseverou que a região de Leiria “tem uma enorme capacidade de resiliência”, mas “a resiliência precisa de organização, liderança e ação”.
As Agendas Mobilizadoras e Agendas Verdes para a Inovação Empresarial são investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência. São projetos em parceria entre empresas, universidades, centros tecnológicos e entidades públicas.
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