Centro de Artes Villa Portela reabre com exposição da coleção de arte contemporânea do Estado

O Centro de Artes Villa Portela reabre hoje ao público, em Leiria, com a exposição “Corpo-Fantasma”, que reúne 36 obras de 28 artistas da Coleção de Arte...

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 8 Jul. 2026, 12:04
Centro de Artes Villa Portela reabre com exposição da coleção de arte contemporânea do Estado

O Centro de Artes Villa Portela reabre hoje ao público, em Leiria, com a exposição “Corpo-Fantasma”, que reúne 36 obras de 28 artistas da Coleção de Arte Contemporânea do Estado após obras de recuperação dos estragos causados pelo mau tempo. 22 mai. 2026, 09:10 Centro de Artes Villa Portela | Câmara Municipal de Leiria

Uma exposição com 36 obras de 28 artistas da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) é inaugurada hoje, em Leiria, no Centro de Artes Villa Portela, que reabre após obras de recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo.

“Corpo-Fantasma” ocupa várias salas do edifício principal do complexo municipal que Leiria dedica à arte contemporânea.

O Centro de Artes Villa Portela (CAVP) recebe até ao final de agosto obras de pintura, escultura, fotografia e vídeo, sob curadoria de Marta Espiridião.

Entre a seleção, estão obras de Ana Mendieta, Adriana Proganó, Bruno Zhu, Cindy Sherman, João Gabriel, Lourdes Castro, Maria José Palla e Mariko Mori.

De acordo com a curadora, o título “Corpo-Fantasma” surge “da perceção de que em várias obras da coleção [CACE], o corpo humano estava presente de formas visíveis mas também invisíveis, como uma assombração”.

Segundo informação do município de Leiria, a exposição propõe “o fantasma como metáfora que evoca o que já passou e antecipa o que está por vir”.

“Através de um percurso livre e não linear, as obras exploram o território entre o visível e o invisível, onde a figura humana se constrói na tensão entre presença e ausência”, lê-se na informação distribuída.

O facto de ocupar um espaço recentemente recuperado, a Villa Portela, inaugurada como centro de artes em setembro de 2025, confere à exposição “uma dimensão acrescida”: “Estabelece um diálogo direto com temas como memória, perda e renovação, sublinhando o papel da arte contemporânea enquanto instrumento de reflexão crítica e transformação”, acrescenta a autarquia.

A inauguração está agendada para as 17:00 de hoje, no contexto do regresso à atividade do CAVP, que ficou gravemente afetado pela depressão Kristin, encerrando portas após o dia 28 de janeiro.

Os trabalhos de recuperação consistiram em intervenções como a reparação de estruturas, requalificação de espaços expositivos e reposição de condições técnicas necessárias para o acolhimento de programação cultural.

Também os jardins receberam uma intervenção profunda, após o mau tempo ter provocado a queda ou danos em mais de 150 árvores, algumas das quais centenárias.

O programa de reabertura inclui, às 18:00, um espetáculo que marca o início do ciclo “Serenatas e divertimentos em família”, da responsabilidade dos Solistas SAMP.

Junto ao lago do jardim, um repertório eclético convida a “uma viagem musical”, que tem como ponto de partida “as serenatas e divertimentos de Mozart, até à música erudita dos nossos dias”.

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