Combustíveis: próxima semana deve trazer aumentos históricos
Pode ser um dos maiores aumentos no preço dos combustíveis de que há memória.
Pode ser um dos maiores aumentos no preço dos combustíveis de que há memória. Na próxima semana o gasóleo deve subir 23 cêntimos, a gasolina fica-se por um aumento de 7,5 cêntimos. 06 mar. 2026, 10:50 Combustíveis: próxima semana deve trazer aumentos históricos
A próxima semana deve trazer um aumento histórico no preço dos combustíveis. A reboque do conflito no Médio Oriente, e de acordo com a imprensa especializada, as subidas devem, no caso do gasóleo, escalar para mais 23 cêntimos por litro. A gasolina também vai sofrer aumentos, mas deve ficar-se pelos 7,5 cêntimos.
A confirmarem-se estes valores, o preço médio do gasóleo simples deverá atingir os 1,864 €/l, passando a custar mais do que a gasolina, cujo preço médio deverá subir para cerca de 1,78 €/l.
Ainda assim há quem aponte para aumentos mais significativos, à Lusa, uma fonte ligada ao setor avança que o gasóleo simples pode subir cerca de 25 cêntimos por litro e a gasolina sete cêntimos.
Estes preços são, no entanto, indicativos na medida em que cada posto tem liberdade para praticar os preços de acordo com a sua estratégia.
O tema dos preços dos combustíveis tem estado em destaque político, com o primeiro-ministro a admitir que o Governo poderá avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma eventual subida dos combustíveis caso se verifique um aumento superior a 10 cêntimos face ao valor da semana. Nesse sentido o Governo decidiu aplicar uma taxa de desconto temporário extraordinário de 3,55 cêntimos no ISP do gasóleo. Assim, em vez de pagar 0,36 cêntimos por litro de ISP, passará a pagar 0,32 cêntimos, o que se traduz numa subida do combustível mais usado em Portugal de 19 cêntimos. Não há apoios para a gasolina.
Segundo Luís Montenegro, esta medida visa devolver às famílias e empresas o adicional de receita do IVA, mitigando o impacto direto na carteira.
O aumento do preço dos combustíveis, tanto em Portugal como no mercado europeu, está diretamente relacionado com a escalada do conflito no Médio Oriente, que resultou no encerramento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento do petróleo do Golfo Pérsico. Cerca de 20% do comércio mundial de crude passa por esta via.
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