Mau tempo: vai ser aberto apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%

O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 29 Jan. 2026, 15:58
Mau tempo: vai ser aberto apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%

O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, avançou à Lusa. 29 jan. 2026, 15:58 Governo vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100% (Hugo Delgado/LUSA)

Os formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos ‘sites’ das CCDR – Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e várias equipas estão a fazer uma primeira avaliação dos estragos.

“Com estas informações abriremos uma medida de restabelecimento do potencial produtivo para investimentos elegíveis entre 5.000 euros e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, para os prejuízos até aos 10.000 euros”, adiantou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.

Por sua vez, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a falência das comunicações nas sedes regionais, disponibilizou três linhas telefónicas – uma no centro e duas em Lisboa e Vale do Tejo -, para mitigar situações urgentes.

O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibilizou à Proteção Civil equipas de sapadores florestais para apoiar ações no terreno.

Nas áreas que estão sob a responsabilidade do ICNF, nomeadamente matas públicas do litoral, incluindo o Pinhal de Leiria, Casal da Lebre e Mata do Urso, estão mobilizados cerca de 60 operacionais do instituto.

Esta primeira intervenção destina-se a repor a segurança e a circulação, seguir-se-á uma intervenção de recuperação.

De acordo com o Governo, registaram-se também estragos nos portos de Peniche e da Figueira da Foz, estando a ser feito o levantamento dos mesmos para posterior reporte às seguradoras.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade .

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