Nova espécie de fungo descoberta em medronheiros de Oleiros
O fungo foi descoberto durante um estudo às bagas de medronheiro e pode vir a ter aplicações futuras na área da biotecnologia.
O fungo foi descoberto durante um estudo às bagas de medronheiro e pode vir a ter aplicações futuras na área da biotecnologia. A investigação envolveu cientistas da Universidade do Minho e do Politécnico de Castelo Branco. 19 mai. 2026, 08:00 A nova espécie está agora guardada na Micoteca da Universidade do Minho, em Braga
Há uma nova espécie de fungo descoberta em Portugal e estava escondida em medronheiros de Oleiros, no distrito de Castelo Branco. O novo fungo foi batizado de Banningia arbuti e a descoberta acaba de ser publicada numa revista científica internacional, a revista “International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology”-
A descoberta foi feita por investigadores da Micoteca da Universidade do Minho (MUM), em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Os investigadores andavam a estudar as bagas do medronheiro, árvore típica das zonas mediterrânicas e conhecida pela aguardente de medronho, quando encontraram um fungo que ninguém conhecia até agora. O mais curioso é que, até aqui, o género Banningia só tinha uma única espécie identificada em todo o mundo. Ou seja, esta descoberta praticamente duplica a “família”.
Os cientistas explicam que o estudo, assinado pelos cientistas João Trovão, Nelson Lima, Joana Domingues, Célia Soares, Carla Santos e Cristina Pintado, ajuda a perceber melhor a diversidade dos fungos e o papel importante que têm nos ecossistemas, mesmo quando passam completamente despercebidos.
A nova espécie está agora guardada na Micoteca da Universidade do Minho, em Braga, onde ficará disponível para futuras investigações e até possíveis usos na indústria e na biotecnologia.
Segundo Nelson Lima, diretor da Micoteca da UMinho, esta descoberta mostra como ainda há muito por descobrir no mundo microscópico, até em árvores e frutos tão comuns como o medronheiro.
“Esta descoberta demonstra a importância das coleções microbiológicas na preservação da biodiversidade e o nosso papel como infraestrutura de referência internacional na identificação e no estudo de fungos”, sublinha o diretor da MUM, também presidente da Federação Mundial de Coleções de Culturas Microbianas.
Tags relacionadas: Agricultura Ambiente Braga Ciência Oleiros Universidade do Minho fungos medronho
