Pequenas e médias empresas acusam Governo de alterar apoios do mau tempo
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) acusou o Governo de alterar os apoios anunciados para a manutenção dos postos de...
A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) acusou o Governo de alterar os apoios anunciados para a manutenção dos postos de trabalho nas sociedades indiretamente afetadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro. 25 mar. 2026, 16:20 Empresas exigem posicionamento sério do Governo. Imagem: Pedro Castanheira e Cunha – Lusa
“Ao contrário do inicialmente anunciado, as empresas que viram os seus serviços cancelados, por motivos relacionados com danos sofridos por terceiros, afinal não são contempladas” nos pedidos de apoio submetidos ao Instituto de Emprego e Formação Profissional, afirmou em comunicado a CPPME.
Em declarações à Lusa, o presidente da CPPME, Jorge Pisco, exemplificou com o caso de uma unidade hoteleira que, apesar de ter perdido clientes devido aos danos no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, não vai ter direito aos apoios anunciados.
Exigindo que o Governo adote “um comportamento sério na relação com quem sofreu e sofre para reerguer o seu negócio e tudo tenta fazer para manter os postos de trabalho”, a CPPME elencou um conjunto de 15 medidas aprovadas por empresas, associações empresariais e municípios.
Alargamento a outros setores das subvenções até 10 mil euros previstas para a agricultura e floresta, apoios a fundo perdido para a quebra da faturação e reposição de ‘stocks’, alargamento dos prazos das moratórias fiscais e dos empréstimos bancários e maior rapidez no pagamento dos apoios são algumas das reivindicações.
A CPPME quer também uma reafetação dos programas e projetos beneficiários de fundos às consequências da calamidade, isenção temporária de impostos e taxas locais nas zonas afetadas pelas tempestades durante um período mínimo de 12 meses, reforço do lay-off simplificado com maior comparticipação do Estado e rapidez nos pagamentos, comparticipação dos custos com geradores e ainda um fundo de emergência para reparações rápidas “permitindo intervenções imediatas em telhados, eletricidade, água, montras e equipamentos essenciais”, acrescenta em comunicado.
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