Risco de evacuação em Coimbra mantém-se até ao final do dia
No caso do Rio Tejo, segundo Mário Silvestre, continuam a verificar-se afluências “também muito significativas”, embora haja um decréscimo das descargas das...
No caso do Rio Tejo, segundo Mário Silvestre, continuam a verificar-se afluências “também muito significativas”, embora haja um decréscimo das descargas das barragens espanholas. 13 fev. 2026, 15:42 Os caudais vão manter-se elevados durante todo o dia
A situação dos caudais do Mondego esteve mais estável hoje de manhã, mas o risco de evacuação da baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia, disse hoje a Proteção Civil.
Em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, destacou que a precipitação foi “um pouco menos intensa” do que o previsto, pelo que a situação no Rio Mondego está estável.
“Não estamos, de alguma forma, a dizer que não vamos ter problema. Estamos a dizer que, neste momento, e com base naquilo que aconteceu durante a noite, temos aqui uma situação um pouco mais estável, menos gravosa. Mas o risco de podermos ter de vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia de hoje”, disse.
No caso do Rio Tejo, segundo Mário Silvestre, continuam a verificar-se afluências “também muito significativas”, embora haja um decréscimo das descargas das barragens espanholas.
“Os caudais vão manter-se elevados durante todo o dia e, portanto, será uma situação que continuaremos a avaliar em virtude da precipitação que tivemos e vamos continuar a ter”, afirmou, destacando que esta situação vai ter impacto no que vai acontecer no Rio Sorraia.
Também o Rio Sorraia e o Sado se mantêm ainda “com risco significativo de inundações”.
Em risco menos significativo de inundação estão os rios Minho, Coura, Lima, Cavado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana.
Desde 01 de fevereiro e até às 12:00 de hoje, a Proteção Civil registou 17.355 ocorrências, que envolveram 58.964 operacionais envolvidos e 24.100 meios.
As ocorrências mais recorrentes são inundações, queda de árvores e movimentos de massas (derrocadas).
No Oeste, em Sobral de Monte Agraço (distrito de Lisboa), a aldeia de Pé do Monte ficou hoje isolada devido a um movimento de terras, tendo 10 pessoas sido deslocadas por precaução.
Em Ponte de Lima, mais três pessoas foram deslocadas para outra habitação hoje de madrugada, após um deslizamento de terras na freguesia de Refoios do Lima.
Cerca de 45 mil clientes continuavam sem energia, com maior incidência nos distritos de Leiria e Santarém (com 36 mil clientes ainda sem abastecimento de eletricidade).
Mário Silvestre destacou que os cidadãos devem manter “comportamentos seguros”, para anteciparem estes problemas que possam surgir.
Para hoje, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), está prevista precipitação ainda significativa, embora as previsões apontem para uma diminuição gradual da frequência, com vento forte em algumas regiões, sobretudo nas terras altas, com rajadas entre os 80 e os 100 quilómetros, além de agitação marítima forte na costa ocidental e também com probabilidade de queda de neve nos pontos mais altos, nos 800 a 1.000 metros.
Para hoje e sábado, a Proteção Civil mantém “como efeitos expectáveis” inundações em áreas urbanas, cheias, deslizamentos de terras, colapso de muros e encostas, piso rodoviário escorregadio, possíveis galgamentos das zonas costeiras e arrastamento de objetos para as vias.
Entre as principais recomendações durante a condução, a Proteção Civil indicou que não devem ser atravessadas estradas inundadas, que sejam evitados túneis e passagens inferiores, paragens em locais elevados, longe das linhas de água.
Em casa, em caso de inundação, os cidadãos devem manter-se nos andares superiores ou pontos altos, afastar equipamentos elétricos da água, desligar gás e eletricidade, se for seguro.
No caso de terem de abandonar as casas, levar o essencial, como medicação, mudas de roupa e cópias de documentos, além de seguirem as indicações da Proteção Civil e das Forças de Segurança.
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