Setúbal estima prejuízos de 50 milhões de euros após tempestades

Os prejuízos provocados pelo mau tempo no concelho de Setúbaljá ascendem a 50 milhões de euros.

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 8 Jul. 2026, 13:22
Setúbal estima prejuízos de 50 milhões de euros após tempestades

Os prejuízos provocados pelo mau tempo no concelho de Setúbaljá ascendem a 50 milhões de euros. A estimativa foi avançada pela presidente do município durante a reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa. A manutenção de estradas, a reparação de danos em edifícios públicos e a estabilização de taludes são algumas das intervenções necessárias no município. 27 fev. 2026, 14:30 Infiltrações de água e danos na cobertura de edifícios fazem parte dos prejuízos em Setúbal. (Lusa/João Relvas)

Os prejuízos provocados pelo mau tempo, que afetou vias rodoviárias e colocou em risco de derrocada diversas zonas de taludes no concelho de Setúbal, “já totalizam 50 milhões de euros”, revelou esta sexta-feira fonte oficial do município.

Segundo a Câmara, a presidente do município, Maria das Dores Meira, comunicou a estimativa dos prejuízos no concelho de Setúbal durante a reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, realizada na quinta-feira, em Loures.

A manutenção de estradas em terra batida e asfalto, reparação de danos em edifícios públicos e a estabilização de taludes, incluindo a zona sobre o Parque Urbano de Albarquel e as arribas da Arrábida, são algumas das intervenções necessárias no concelho, na sequência das sucessivas tempestades que o país enfrentou desde o final do janeiro.

Ainda de acordo com a Câmara Municipal de Setúbal, é também necessário repor as malhas de retenção de pedras nas arribas da Arrábida e de passagens hidráulicas em linhas de água que estão a afetar diversas estradas do concelho.

Nas contas do município aos prejuízos provocados pelo mau tempo estão também as infiltrações de água e os danos na cobertura de diversos edifícios do movimento associativo do concelho de Setúbal.

Pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal entre janeiro e fevereiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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