Adufeiras do Paul, mulheres entre os 7 e os 88 anos, fazem da tradição um lugar vivo

Há 20 anos que as Adufeiras do Paul, no concelho da Covilhã, se recusam a deixar apagar a memória coletiva de uma vila.

Ana Ribeiro Rodrigues Editora-executiva
Ana Ribeiro Rodrigues Editora-executiva Jornalista 8 Jul. 2026, 11:42

Há 20 anos que as Adufeiras do Paul, no concelho da Covilhã, se recusam a deixar apagar a memória coletiva de uma vila. Na Casa do Povo, que tinha o rancho e os bombos, criaram um grupo que destaca o papel das mulheres, que enriquece o folclore além da dança e preserva o legado da riqueza de canto e histórias da terra. 24 mai. 2026, 08:00

Herdaram cantigas, orações, adereços, lengalengas, provérbios e decidiram que nada disso ficaria enterrado no silêncio do tempo.

As Adufeiras do Paul, grupo com elementos entre os 7 e os 88 anos, algumas estrangeiras a residirem na vila, fazem da tradição um lugar vivo. O que preservam é muito mais do que música.

Além de um local de cultura, este é também um espaço de integração, de socialização, de combate ao isolamento e de abertura à colaboração com artistas de várias áreas. O histórico é de presença em palcos de festivais, como o Bons Sons ou o Andanças, assim como parcerias com artistas como Ana Lua Caiano, com quem gravaram.

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