Com reservas “abaixo dos 50%”, turismo tenta reerguer-se após incêndios de Arouca

A passagem do fogo duas vezes em menos de um ano no território de Arouca não deixou somente um rasto de destruição na paisagem, mas também um cenário negro...

Pedro Marcos Editor de imagem
Pedro Marcos Editor de imagem Jornalista 8 Jul. 2026, 12:07

A passagem do fogo duas vezes em menos de um ano no território de Arouca não deixou somente um rasto de destruição na paisagem, mas também um cenário negro para o turismo e a economia local. O Conta Lá conheceu dois empresários locais que tentam manter os negócios de portas abertas, contrariando o difícil destino que o fogo veio impor. 28 dez. 2025, 20:00

É na freguesia de Alvarenga, na zona norte do concelho de Arouca, que Alfredo Peres recebe turistas há mais de duas décadas no seu alojamento de turismo rural. É um dos mais antigos da zona e também um dos que mais vezes tem tido o coração nas mãos, pela localização rodeada de uma verde mancha florestal que, ano após ano, se tem pintado de cinza.

Com as reservas “abaixo dos 50%”, cinco meses após a passagem do último fogo na região, o empresário é um dos muitos casos espalhados pelo concelho que anseia pela chegada de melhores dias e pelo fim daquilo que chama de uma “travessia no deserto”.

Também na freguesia ao lado, em Canelas, Rafael Soares vê a chegada a conta-gotas de turistas – estrangeiros, na sua maioria – que param para um café ou uma refeição quente junto à Praia Fluvial do Areinho – a única entrada possível para o que resistiu dos Passadiços do Paiva.

Tempos difíceis onde a resiliência, a perseverança e a coragem são as palavras de ordem, enquanto se aguarda com expectativa a chegada de um futuro mais risonho.

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