Com reservas “abaixo dos 50%”, turismo tenta reerguer-se após incêndios de Arouca
É na freguesia de Alvarenga, na zona norte do concelho de Arouca, que Alfredo Peres recebe turistas há mais de duas décadas no seu alojamento de turismo rural. É um dos mais antigos da zona e também um dos que mais vezes tem tido o coração nas mãos, pela localização rodeada de uma verde mancha florestal que, ano após ano, se tem pintado de cinza.
Com as reservas “abaixo dos 50%”, cinco meses após a passagem do último fogo na região, o empresário é um dos muitos casos espalhados pelo concelho que anseia pela chegada de melhores dias e pelo fim daquilo que chama de uma “travessia no deserto”.
Também na freguesia ao lado, em Canelas, Rafael Soares vê a chegada a conta-gotas de turistas – estrangeiros, na sua maioria - que param para um café ou uma refeição quente junto à Praia Fluvial do Areinho – a única entrada possível para o que resistiu dos Passadiços do Paiva.
Tempos difíceis onde a resiliência, a perseverança e a coragem são as palavras de ordem, enquanto se aguarda com expectativa a chegada de um futuro mais risonho.