Montenegro diz que pacote europeu para florestas vai tornar o país “ainda mais resiliente e preparado para o futuro”

A Comissão Europeia aprovou hoje um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao setor florestal em Portugal para reflorestar áreas afetadas e...

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 30 Mar. 2026, 15:20
Montenegro diz que pacote europeu para florestas vai tornar o país “ainda mais resiliente e preparado para o futuro”

A Comissão Europeia aprovou hoje um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao setor florestal em Portugal para reflorestar áreas afetadas e compensar proprietários, com subvenções e válido até 31 de dezembro de 2029. 30 mar. 2026, 15:20 O chefe de Governo classificou esta ajuda europeia para recuperar as florestas como “boas notícias”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje que o pacote europeu de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao setor florestal vai tornar o país “ainda mais resiliente e preparado para o futuro”.

Numa publicação na sua conta oficial na rede social X, o chefe de Governo classificou esta ajuda europeia para recuperar as florestas como “boas notícias”.

“Um apoio para reerguer o nosso património comum e para o tornar ainda mais resiliente e preparado para o futuro! Portugal Chama. Por si. Por todos”, considerou.

A Comissão Europeia aprovou hoje um pacote de 250 milhões de euros de ajudas estatais ao setor florestal em Portugal para reflorestar áreas afetadas e compensar proprietários, com subvenções e válido até 31 de dezembro de 2029.

De acordo com Bruxelas, “o regime apoiará investimentos destinados à restauração das florestas na sequência de catástrofes naturais, fenómenos meteorológicos severos ou acontecimentos catastróficos, em conformidade com o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum de Portugal”.

Tem também o intuito de “compensar as perdas de rendimento dos proprietários de terrenos devido à reflorestação de solos agrícolas e não agrícolas”, adianta.

Segundo o Governo, o pedido português foi feito em março de 2025 para abrir a possibilidade de reflorestação, “independentemente de desastres como mau tempo ou incêndios”.

Estão em causa subvenções diretas sob a forma de prémios fixos pagos durante um período de 15 a 20 anos, com o objetivo de incentivar novos investimentos florestais e compensar perdas de rendimento dos proprietários de terrenos.

De acordo com Bruxelas, os apoios incluem prémios de reflorestação para proprietários de solos agrícolas e não agrícolas que abandonem a atividade agrícola ou se comprometam a manter novas áreas florestais, bem como prémios de restauração para quem recupere o potencial florestal após incêndios, tempestades ou outras situações extremas.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura e Mar explica que “o regime agora aprovado abrange intervenções relacionadas com a florestação de terras agrícolas e não agrícolas, bem como com o restabelecimento do potencial florestal após catástrofes naturais”.

O regime é cofinanciado pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural em até 21,9 milhões de euros e integra o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum de Portugal.

A medida, de natureza plurianual, estará em vigor até 31 de dezembro de 2029.

A aprovação surge num contexto de forte pressão sobre a floresta portuguesa, depois das tempestades severas que atingiram o país no final de janeiro e em fevereiro, com vento extremo, chuva intensa e inundações a provocarem queda de árvores, deslizamentos de terras e danos significativos em vastas áreas rurais.

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