Armazém com 2000 toneladas de milho alagado em Coimbra

A unidade de secagem e armazenamento de milho da Cooperativa Agrícola de Coimbra, próxima do dique do rio Mondego que rebentou em Coimbra, está alagada e não é possível chegar ao local para aferir os prejuízos.
Agência Lusa
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13 fev. 2026, 15:00

"Temos um metro de água na zona do armazém, mas nos silos, que ficam um metro mais acima, é provável que a água não tenha entrado", disse à agência Lusa o presidente da cooperativa, Pedro Pimenta.

Aquela unidade serve para recolher, secar e armazenar o milho dos agricultores da região do vale do Mondego, na ordem das 14 mil toneladas por ano.

Trata-se de um complexo com cerca de três mil metros de área coberta, com escritórios, armazém agrícola, silos de armazenagem de milho e três secadores.

Segundo o presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, o armazém estava completamente vazio, embora com muitas ferramentas e maquinaria no seu interior.

Os silos teriam armazenados entre 1.500 a 2.000 toneladas de milho.

"Ainda não conseguimos avaliar os estragos e os prejuízos, porque ainda não conseguimos aceder ao local", frisou Pedro Pimenta.

No entanto, o maior prejuízo, segundo o dirigente, é a destruição do canal de rega, essencial para os agricultores poderem prosseguir a sua atividade.

"É fundamental e imperioso que a Agência Portuguesa do Ambiente arregace as mangas para recuperar o canal, para não acontecer como nas cheias de 2019, quando um canal demorou seis meses a ser reparado", sublinhou.