Câmara de Montemor-o-Novo quer investir este ano 1,3ME na reparação de estradas
O autarca de Montemor-o-Novo indicou que vão ser investidos 835 mil euros na rede viária, aos quais deverão ser somados mais 500 mil para a recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo, o que totaliza cerca de 1,3 milhões.
A Câmara de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, vai investir este ano cerca de 1,3 milhões de euros em obras de reabilitação da rede viária do concelho, revelou hoje o presidente do município.
O autarca de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá (CDU), indicou à agência Lusa que vão ser investidos 835 mil euros na rede viária, aos quais deverão ser somados mais 500 mil para a recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo, o que totaliza cerca de 1,3 milhões.
Esta é uma das rubricas com maior investimento no orçamento municipal aprovado para este ano, cujo valor global ascende a 33.885.000 euros, menos 2.030.000 euros que o de 2025, que foi de 35.915.000 euros.
As Grandes Opções do Plano e Orçamento Municipal para 2026 foram aprovados, por maioria, na câmara, com os votos a favor dos três eleitos da CDU e dos dois do PS e a abstenção dos dois vereadores da coligação CDS-PP/PSD.
Os documentos previsionais também passaram, por maioria, na assembleia municipal, graças aos votos favoráveis dos 13 eleitos da CDU, dos 10 do PS e do eleito de um movimento de cidadãos. Os seis eleitos do CDS-PP/PSD e eleito do Chega optaram pela abstenção.
Aludindo a “uma especificidade com grande impacto” neste orçamento, o presidente da autarquia referiu que, de 2025 para 2026, passam “seis milhões de euros de compromissos, bem como um saldo de gerência de cerca de cinco milhões de euros”.
“O saldo de gerência só será introduzido no orçamento, conforme determina a lei, em abril, aquando da previsível aprovação pela assembleia municipal. Há rubricas, sobretudo de investimento, que ainda não apresentam os valores previstos para 2026”, disse.
Segundo Pinto de Sá, o orçamento contempla 27 milhões de euros para despesas correntes, onde estão incluídos, pelo menos, três milhões para investimentos por administração direta da câmara, enquanto os investimentos ascendem a sete milhões de euros.
O autarca realçou que o orçamento marca o início de “um novo ciclo político”, apontando como prioridades a reorganização da câmara, habitação a preços acessíveis e a reabilitação da rede viária e de equipamentos municipais, entre outras.
“Queremos recuperar o prestígio nacional e internacional do projeto cultural” sediado na cidade e “será criado um programa de Montemor-o-Novo para participar” na iniciativa da Capital Europeia da Cultura Évora_2027, adiantou.
Além do investimento na rede viária, a câmara vai aplicar um milhão de euros em obras em equipamentos municipais, 700 mil euros nas escolas e avançar com a construção de infraestruturas na Zona Industrial da Adua no valor de 450 mil.
A revisão do projeto da “StarUp Cidade” e da Carta Estratégica, a conclusão da reabilitação do Posto de Turismo e o avanço do projeto da área de serviço de autocaravanas são outras apostas.
No que diz respeito aos impostos, a autarquia continua a aplicar a taxa mínima do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos, que é 0,3% (a máxima é de 0,45%).
Já a derrama para empresas com um volume de negócios inferior a 150 mil euros mantém-se com uma taxa de 0,5%, enquanto, para as restantes, passa de 0,75% para 1%, com a receita a ser aplicada em investimentos na zona industrial e noutras infraestruturas.
Quanto à participação no Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), a taxa subiu de 2,5% para 3%, sendo a receita adicional aplicada no reforço dos apoios sociais às famílias de menores rendimentos, através do Programa “Mor Solidário”.
A CDU não dispõe de maioria absoluta em Montemor-o-Novo, pelo que, para garantir estabilidade governativa, foi estabelecido um acordo com o PS e a vereadora socialista Paula Martins exerce o cargo a tempo inteiro.