Castro Almeida diz que situação é muitíssimo grave e nunca vista

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, admitiu hoje que ficou com uma visão muito mais completa da passagem da depressão Kristin em...

Pedro Reis Jornalista
Pedro Reis Jornalista Jornalista 30 Jan. 2026, 19:34
Castro Almeida diz que situação é muitíssimo grave e nunca vista

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, admitiu hoje que ficou com uma visão muito mais completa da passagem da depressão Kristin em Portugal, que criou uma situação “muitíssimo grave” e “nunca vista” nas regiões de Coimbra e Leiria. 30 jan. 2026, 19:34 Castro Almeida diz que situação é muitíssimo grave e nunca vista (Hugo Delgado/Lusa)

“Gostava de dizer que quem vive no norte ou no sul do país não tem bem a dimensão do alcance do problema enorme que está criado nesta região Centro. Particularmente na região de Leiria e na região de Coimbra, mas sobretudo na região de Leiria, a situação é muitíssimo grave, acho que é uma situação nunca vista”, destacou.

O governante reuniu esta tarde com autarcas do território da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, fazendo-se acompanhar dos secretários de Estado da Economia, João Rui; da Energia, Jean Barroca; da Proteção Civil, Rui Rocha, e do Planeamento, Hélder Reis.

No final do encontro, Castro Almeida sublinhou que as reuniões da manhã em Leiria e da tarde em Coimbra, com cerca de 40 autarcas, foram “muito úteis” e serviram para ter uma visão bastante mais completa do que está a acontecer na região: as dificuldades e o que é preciso fazer.

Para os próximos dias avizinham-se “dificuldades acrescidas” porque as barragens estão cheias e há problemas de zonas inundadas.

“A tendência é para se agravar. Vamos ter que estar muito atentos, a Agência Portuguesa do Ambiente vai estar atenta e ativa, a ministra do Ambiente vai estar aqui também daqui a dois dias para acautelar, na medida do possível, os danos que podem vir com as chuvas intensas que se avizinham”, informou.

Castro Almeida aludiu também à destruição que as chuvas continuarão a causar nas centenas de fábricas que ficaram danificadas e estão sem telhado.

“Isto vai gerar problemas no emprego. Portanto, é uma preocupação grande, para lá das infraestruturas municipais, muitas escolas e muitas casas que estão também a precisar de reparação”, indicou.

O ministro da Economia e Coesão Territorial repetiu que, em primeira linha, “vão ter que entrar os seguros” das casas, fábricas, infraestruturas e equipamentos municipais, para só depois aparecer o Estado suplementarmente.

Aos jornalistas disse ainda que há um fundo de solidariedade europeu a que Portugal pode recorrer, tendo várias semanas para o poder fazer.

“Só podemos fazê-lo quando tivermos uma demonstração dos encargos, da dimensão dos prejuízos. A dimensão dos prejuízos que posso estimar, depois de tudo aquilo que ouvi, é mais do que suficiente para poder ativar esse mecanismo que Portugal vai ter de apresentar junto da Comissão Europeia”, concluiu.

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