Ciclo cultural “À margem” junta música, dança e artes visuais na Marinha Grande

A iniciativa cultural "À margem" regressa dia 23 à Marinha Grande com uma programação que junta música, dança, artes visuais, circo e literatura em vários espaços emblemáticos da cidade. Ao longo de 12 momentos de criação contemporânea e experimental, o evento pretende aproximar a comunidade da arte através de projetos nacionais, internacionais e artistas emergentes.
Agência Lusa
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12 mai. 2026, 09:29

Múltiplas artes cabem na programação de “À margem”, iniciativa do município da Marinha Grande, no distrito de Leiria, que no dia 23 volta a cruzar vários talentos e atividades em espaços relevantes do património da cidade.

Música, dança, artes visuais, circo, lançamento de livro, oficina e ‘showcooking” integram a programação desta edição do ciclo que concentra num só dia 12 momentos de criação contemporânea e experimental, visando “novas formas de diálogo entre a comunidade e a arte”, explicou o município em comunicado.

Várias linguagens artísticas são convocadas a apresentar-se em diversos espaços da cidade, dando a conhecer projetos nacionais e internacionais, bem como criadores emergentes.

Em destaque nesta edição vai estar o Edifício da Resinagem, no centro da cidade. Ali, a partir das 14h00 do dia 23 há concertos de Inês Apenas com um coro improvisado a partir do convite lançado à comunidade e de João Polido, que revela “Sombra do fumo”, resultado de uma residência artística no território da Marinha Grande.

À mesma hora ainda, a artista visual Vânia Colaço mostra, em formato audiovisual, os trabalhos criados no projeto “A fábrica”, que junta agentes culturais do concelho.

O recordista mundial a girar pratos, Jorge Cardinalli, junta-se “À margem” às 15h30 para uma sessão onde a experiência de vida e superação se cruzam com o circo.

Ao mesmo tempo, Alexandra Haran Nogueira desenvolve no jardim da Resinagem um ateliê que convida os mais novos a mergulhar no universo do surrealismo, criando instalações artísticas com objetos do quotidiano.

A utilização pouco convencional de ingredientes simples é o desafio de uma sessão de ‘showcooking’ que Maria João Lagoa leva ao mesmo jardim, a partir do qual é possível aceder ao Núcleo de Arte Contemporânea onde, cerca das 16h00, Vânia Colaço e João Beata apresentam “Kit Memória 2.0”, dedicado às mulheres da indústria vidreira.

Às 17h00, é exibida a peça audiovisual “Ways to say”, de André Barros e Joana Inês Santos, e é apresentado o livro “Coisas boas demoram tempo”, de Hélder Carreira.

A programação no auditório da Resinagem encerra às 18h00 com concerto da pianista e compositora luso-angolana Gisela Mabel. 

“À margem” transfere-se depois, no mesmo dia à noite, para o Sport Operário Marinhense, onde Nuisis Zobop apresenta, às 21h30, “Quando vem a taciturna de limiar em limiar o presente frágil”, em que se propõe a dança como metamorfose e resistência face a tempos de guerra, crise e violência.

Após o espetáculo, há conversa sobre o mesmo com a artista visual e sonora Irina Oliveira.