DGS e Proteção Civil alertam para riscos dos geradores 

Face ao aumento do uso de geradores devido aos cortes de eletricidade provocados pela tempestade Kristin, a Direção-Geral da Saúde e a Proteção Civil divulgaram três regras simples para uma utilização segura destes equipamentos. Alertam para o risco de intoxicação por monóxido de carbono.

Agência Lusa
Agência Lusa
02 fev. 2026, 16:58

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Proteção Civil emitiram três regras simples para a utilização segura de geradores, face ao aumento da procura destes aparelhos devido à falta de energia provocada pela tempestade Kristin. 

Não utilizar os geradores em espaços fechados, mesmo com portas ou janelas abertas, manter o aparelho afastado pelo menos seis metros da casa e direcionar os gases de escape para longe das habitações são as recomendações das autoridades para evitar acidentes e intoxicações por monóxido de carbono. 

Numa publicação nas redes sociais, a DGS e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmam que “devido à tempestade Kristin poderá surgir a necessidade de utilizar geradores para produção de energia”, mas alertam que é fundamental conhecer os riscos associados e garantir a sua utilização em segurança. 

As autoridades avisam que o monóxido de carbono é um gás invisível e sem cheiro, tóxico, que mata em silêncio, sobretudo durante a noite ou enquanto se dorme. 

Salientam que mesmo um gerador pequeno liberta monóxido de carbono suficiente para matar em 10 a 15 minutos, num espaço fechado ou semifechado. 

A DGS e a ANEPC apelam às pessoas para, no caso de detetarem libertação de monóxido de carbono ou apresentarem sintomas de intoxicação, ligarem imediatamente para o 112. 

Em caso de suspeita, todos devem sair imediatamente para o exterior e permanecer lá até autorização dos profissionais. 

Os sintomas a observar são dor de cabeça persistente, tonturas ou sensação de desmaio, náuseas e vómitos sem causa aparente, cansaço ou fraqueza fora do normal, confusão, dificuldades em pensar ou falar, sonolência excessiva e falta de ar. 

As autoridades alertam que a inalação deste gás pode levar à perda de consciência ou à morte. 

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem em geradores.