Estrutura degradada na Praia do Ourigo será removida até ao verão

As estruturas degradadas na Praia do Ourigo, no Porto, vão ser demolidas até ao verão, após os danos causados pelo mau tempo. A intervenção inclui a remoção das ruínas e a limpeza da zona, no entanto, ainda não há uma data definida para o arranque das obras.
Agência Lusa
Agência Lusa
18 mar. 2026, 14:45

As estruturas degradadas que se encontram na Praia do Ourigo, no Porto, vão ser retiradas até ao início da época balnear deste ano, disse esta quarta-feira a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a câmara em “acompanhamento permanente”.

Segundo explicou à Lusa fonte da APA, o plano para a remoção daquelas estruturas, que implica demolição do que lá está instalado e subsequente limpeza, é fazê-lo antes deste verão.

Esta intervenção consta, de resto, do relatório técnico que aquele organismo apresentou a 11 de março, e é a única para o município do Porto, com quem a APA tem estado “totalmente articulada”.

As ruínas de um bar na Praia do Ourigo são a única estrutura no Porto listada no relatório, que diz respeito às ocorrências na faixa costeira de Portugal continental entre outubro de 2025 e os primeiros dias deste mês, um levantamento dos efeitos do mau tempo, e sucessivas tempestades, no país.

Em resposta à Lusa, a Câmara do Porto disse que ainda não é possível dar um prazo para o arranque das obras, e posterior conclusão, pelos trâmites habituais que antecedem a execução, incluindo a notificação do promotor.

Acrescenta que o executivo liderado por Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) tem feito “acompanhamento permanente deste processo e está totalmente empenhado em garantir a sua resolução”.

“A remoção desta estrutura, a par da demolição do Edifício Transparente, constitui uma prioridade clara para este executivo municipal. São duas situações que se arrastam há vários anos na cidade e que exigem uma resposta firme e definitiva, em linha com os compromissos assumidos na campanha eleitoral”, pode ler-se na resposta da autarquia.

No dia 12 de setembro de 2025, em campanha eleitoral, Pedro Duarte considerou o Edifício Transparente uma "obra sem grande sentido", e prometeu "promover a demolição de todo o edifício até à cota da estrada, depois de terminada a sua concessão no próximo ano", mantendo-se apenas, na parte, o "chamado apoio de praia".

Projetado pelo arquiteto catalão Solà-Morales e construído no âmbito da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, o Edifício Transparente foi concessionado em junho de 2004 por um período de 20 anos, prazo que já tinha sido prorrogado em 2024 por um ano e voltou a ser prolongado até 2026.

Em vigor desde 2021, o Programa da Orla Costeira Caminha - Espinho (POC-CE) identifica 46 áreas críticas e determina o recuo de dezenas de núcleos habitacionais, bem como a proteção da Praia Internacional no Porto, junto ao Edifício Transparente, cuja demolição está prevista até 2028.