Expropriações e reposição de estradas do TGV preocupam população de Estarreja

A presidente da Câmara Municipal de Estarreja afirmou hoje partilhar as preocupações da população quanto às expropriações de habitações e aos restabelecimentos de estradas previstos com a construção da Linha de Alta Velocidade no concelho.
Agência Lusa
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22 mai. 2026, 08:57

A presidente da Câmara de Estarreja, Isabel Simões Pinto, disse hoje partilhar as preocupações da população sobre as expropriações, sobretudo de habitações e restabelecimentos de estradas, com a construção da Linha de Alta Velocidade.

A autarca justificou a realização de uma sessão pública de esclarecimento sobre a Linha de Alta Velocidade (LAV), promovida pela Câmara, “para serem dadas à população informações relevantes sobre o projeto e sobre o processo de expropriação de terrenos associados à intervenção”.

Isabel Simões Pinto disse que o processo é irreversível porque se trata de um projeto consolidado, pelo que é importante esclarecer as populações sobre como vai ser feita a Linha no Município.

Álvaro Fonseca, da empresa AVAN, concessionária da construção e manutenção da LAV, descreveu a travessia no concelho de Estarreja, que vai implicar a construção de pontes sobre os rios Antuã e Jardim, e a ligação à Linha do Norte por viaduto na zona de Canelas, onde o traçado atravessa zonas sensíveis do ponto de vista ambiental, nomeadamente áreas de sapal do Baixo Vouga.

No que respeita ao processo de expropriações, descreveu os cinco passos que serão seguidos: identificação das parcelas, contacto com os proprietários, avaliação por peritos independentes, apresentação da proposta de indemnização, negociação e acordo, finalizando o processo.

Aquele responsável assegurou que o objetivo é “fazer expropriações justas onde for necessário e não expropriar de forma selvagem”. 

João Almeida, da AVAN, descreveu de forma pormenorizada o traçado no Município de Estarreja, percorrendo o “mapa” à medida que as pessoas indicavam uma dada zona ou arruamento de que pretendiam obter informação mais detalhada.

Da parte do público, a maioria das questões levantadas foi referente à forma como serão feitos os restabelecimentos de estradas que serão atravessadas pelo TGV, ou de como será feita a obra sem afetar as linhas de água subterrâneas que abastecem os poços agrícolas de vários terrenos.

As sessões de esclarecimento, nos termos acordados entre a Câmara de Estarreja e a concessionária, vão prosseguir nos próximos dias, de forma descentralizada nas várias freguesias.