Festival literário em Alcanena reforça ligação ao território e comunidade local

De 11 a 14 de junho o FALA junta escritores, músicos e jornalistas em Alcanena. O festival com entrada gratuita conta com iniciativas ligadas ao minderico, variante linguística de Minde, e encontros com habitantes do concelho sobre as suas vivências.
 
Agência Lusa
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12 mai. 2026, 14:40

O Festival Literário de Alcanena (FALA) regressa de 11 a 14 de junho com programação gratuita dedicada à literatura, música e identidade local, incluindo nomes como Isabela Figueiredo, Miguel Carvalho, João Tordo e B Fachada, anunciou esta terça-feira o município.

“Este ano o FALA tem aqui uma particularidade especial porque é da iniciativa do município, mas é organizado pelo Gerador, o que nos permite dar um salto qualitativo na programação e nos objetivos do festival”, disse à Lusa o vereador da Cultura da Câmara de Alcanena, Gabriel Feitor.

Segundo o autarca daquele município do distrito de Santarém, a edição de 2026 reforça a ligação ao território e à comunidade local, através de iniciativas ligadas ao minderico, variante linguística de Minde, e de encontros com habitantes do concelho sobre as suas vivências.

“Além dos grandes nomes da literatura portuguesa que queremos ter connosco, teremos um foco muito especial no minderico e também algumas conversas com habitantes locais sobre as suas vivências no território”, afirmou.

Promovido pela Câmara Municipal de Alcanena e organizado este ano pelo Gerador, o festival inclui conversas com escritores como Isabela Figueiredo, João Tordo e Valério Romão, debates com Rui Zink e Hugo Van Der Ding, além de encontros com os jornalistas Miguel Carvalho e Isabel Nery.

A programação integra ainda concertos e momentos de cruzamento entre literatura e música, com atuações de B Fachada e Gisela Mabel, um “Clube de Leitura de Discos” com Noiserv e um recital de poesia de Eugénio de Andrade com Carla Chambel e o pianista Raul Pinto.

O festival contará igualmente com oficinas de escrita criativa e encadernação, uma feira do livro, exposições, instalações participativas e atividades para famílias e escolas.

Entre as iniciativas ligadas à identidade local estão a apresentação de “O Principezinho” em minderico, uma oficina dedicada a esta variante linguística e um debate sobre língua, território e identidade, colocando em diálogo o minderico e o mirandês.

O vereador adiantou ainda que o evento decorrerá em vários espaços da vila, com epicentro na Biblioteca Municipal e extensão ao mercado e às ruas envolventes, envolvendo comerciantes e associações locais.

“Queremos também esta envolvência cultural e comunitária no festival, envolvendo comerciantes e associações, porque esta é a festa da cultura e da literatura no concelho de Alcanena”, afirmou.

Segundo Gabriel Feitor, o município investe este ano cerca de 60 mil euros no festival, que conta com entradas gratuitas em todos os momentos do programa.

“Estamos expectantes com esta edição, tendo em conta que há aqui um salto qualitativo, e à espera que sejam dias muito importantes para o território”, concluiu.

O programa completo pode ser consultado na página do Facebook do FALA - Festival Literário de Alcanena.