Governo compromete-se a rever obra hidrográfica do Mondego após cheias
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se a atualizar a obra hidrográfica do Mondego, sistema dos anos 70 afetado pelas recentes cheias.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se a atualizar a obra hidrográfica do Mondego, sistema dos anos 70 afetado pelas recentes cheias. A revisão visa aumentar a capacidade de resistência a eventos extremos e desenvolver soluções de contingência para o futuro. 11 fev. 2026, 19:19 Governo promete reforçar obras no Mondego para enfrentar eventos climáticos extremos
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se, esta quarta-feira, a rever a obra hidrográfica do Mondego, um sistema com “muitos anos” e que “precisa de ser atualizado”.
Numa visita à região de Coimbra, afetada pelas cheias, Luís Montenegro reiterou a vontade do Governo de avançar com a construção da barragem de Girabolhos e, ao mesmo tempo, assumiu o compromisso de rever a obra hidrográfica do Mondego.
“É um sistema que tem muitos anos e que precisa de ser atualizado até ao abrigo dos desafios que agora se abrem de uma forma que não tínhamos até aqui”, afirmou o primeiro-ministro.
Segundo Luís Montenegro, o Governo irá avançar com a uma revisão da obra em função da “avaliação que é feita com este episódio que é um episódio extremo”.
“Nós temos aqui um sistema hidráulico que remonta aos anos 70, que está a mostrar, apesar de tudo, resistência e resiliência, mas que está visto que não é suficiente e que, portanto, precisa de, para futuro, ter soluções de contingência”, notou.
Numa visita com membros do Governo, autarcas e Presidente da República, Luís Montenegro salientou que, para essa revisão, será necessário o “esforço das autoridades locais e da academia para se tentar ter uma solução estrutural”.
De acordo com o primeiro-ministro, o seu executivo quer dotar a obra hidrográfica de uma “maior capacidade de resistir a adversidades tão extremas” como aquelas que estão a ser vividas neste momento.
“Neste momento estamos com uma situação emergente e é essa que temos que gerir, é isso que estamos aqui a fazer”, vincou.
Luís Montenegro realçou o trabalho de cooperação feito entre entidades e tutelas do seu executivo, para garantir que é dada resposta à situação.
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