INE confirma abrandamento da inflação para 1,9% em janeiro
A inflação abrandou para 1,9% em janeiro, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), confirmando a estimativa rápida divulgada no final do mês passado.
A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) em janeiro foi inferior em 0,3 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior, indica o INE.
As classes com maiores contributos positivos para a variação homóloga do IPC foram os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e os restaurantes e serviços de alojamento.
No que diz respeito à variação mensal, o IPC registou uma taxa de variação de -0,7%. "Entre as contribuições positivas relevantes, realçam-se os sub-subgrupos do Restaurantes, cafés e estabelecimentos similares, do Peixe, vivo, fresco, refrigerado ou congelado, dos Lares residenciais para idosos e deficientes, dos Vinhos de uva e das Rendas efetivamente pagas pelos inquilinos pela residência principal", especifica o gabinete de estatística.
Já nas contribuições negativas, "destacam-se os sub-subgrupos do Vestuário, em consequência do habitual período de saldos de fim de época, dos Hotéis, motéis, estalagens e outros serviços de alojamento, do Transporte aéreo de passageiros, internacional e do Calçado para senhora".
Segundo este destaque, a inflação subjacente, que exclui produtos mais voláteis como alimentos não transformados e energia, desacelerou para 1,8%, face a 2,1% em dezembro de 2025.
O INE indica ainda que a "variação do índice relativo aos produtos energéticos foi -2,2% (-2,4% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 5,8% (6,1% em dezembro de 2025)".
É de salientar que com este IPC, de janeiro de 2026, "inicia-se uma nova série deste indicador, com base 100 em 2025. Adicionalmente, foram também efetuadas as habituais atualizações anuais da amostra e da estrutura de ponderação do IPC".
Volume de negócios nos serviços cresce 3,7% em 2025
O volume de negócios nos serviços cresceu 3,7% em 2025, uma queda face aos 4,8% registados em 2024, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
No conjunto do ano de 2025, os índices de emprego e de remunerações registaram taxas de variação média anual de 3,4% e 9,5%, respetivamente. Uma descida face aos 4,8% registados no emprego e os 11% registados nas remunerações um ano antes.
No quarto trimestre de 2025, o índice agregado cresceu 3,1% face ao mesmo período de 2024.
Em dezembro, o índice de volume de negócios nos serviços registou uma variação homóloga nominal de 3,4%, representando uma aceleração de 1,8 pontos percentuais (p.p.) face à taxa registada no mês anterior.
O índice nominal, não ajustado dos efeitos de sazonalidade e de calendário, aumentou 2,2% em dezembro, em termos homólogos, acelerando 0,7 p.p. face à taxa registada no mês anterior.
O setor dos transportes e armazenagem registou, em dezembro, o contributo mais elevado (1,0 p.p.) para a variação homóloga do índice total, em resultado de um crescimento de 3,8%, acelerando 1,2 p.p. face a novembro.