Lote de Gaia/Espinho regista piores resultados no inquérito aos utentes da rede Unir

O lote de Gaia e Espinho registou os piores resultados no inquérito de satisfação da rede de autocarros Unir, da Área Metropolitana do Porto.

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 8 Jul. 2026, 12:47
Lote de Gaia/Espinho regista piores resultados no inquérito aos utentes da rede Unir

O lote de Gaia e Espinho registou os piores resultados no inquérito de satisfação da rede de autocarros Unir, da Área Metropolitana do Porto. As principais reclamações dos utentes referem atrasos, supressão de serviços e problemas de frequência, afetando sobretudo os passageiros jovens e trabalhadores. 17 fev. 2026, 18:28 Lote de Gaia/Espinho é o pior classificado na rede Unir em todos os indicadores de satisfação dos passageiros (Lusa/José Coelho)

O inquérito à satisfação dos utentes da rede de autocarros Unir, da Área Metropolitana do Porto (AMP), demonstra que o lote de Gaia e Espinho obteve, em todos os indicadores, resultados abaixo dos restantes lotes, consultou esta terça-feira a Lusa.

De acordo com os resultados do inquérito realizado em novembro do ano passado, publicado em janeiro e consultado esta terça-feira pela Lusa, quer no índice global de satisfação (média de 0,67 pontos para toda a rede, numa escala de 0 a 1), quer em todos os indicadores específicos (informação, acessibilidade, conforto, atendimento, limpeza e conservação interior, limpeza e conservação exterior e condução), o serviço do lote de Gaia e Espinho ficou abaixo dos restantes.

Para os utentes, o serviço prestado no lote 4 pela Transportes Beira Douro, pertencente à Auto Viação Feirense, obteve um índice global de satisfação de 0,56 pontos, mais de uma décima abaixo dos lotes 2 (Gondomar/Valongo/Paredes/Santo Tirso), com 0,68 pontos, do lote 5 (Santa Maria da Feira/Oliveira de Azeméis/Arouca/São João da Madeira/Vale de Cambra), com 0,71 pontos, do lote 1 (Maia/Matosinhos/Trofa), com 0,72 pontos, e do lote 3 (Vila do Conde/Póvoa de Varzim), com 0,73 pontos.

Por indicadores específicos, na informação, que no global obteve uma pontuação de 0,55 pontos, o lote de Gaia/Espinho registou nota negativa com 0,40 pontos, abaixo do lote 1 (0,59), do lote 2 (0,60), e dos lotes 3 e 5 (0,61).

Na acessibilidade, que registou uma média de 0,61 de pontuação em toda a rede, o lote 4 registou 0,49 pontos, abaixo do lote 2 (0,62), do lote 5 (0,66), do lote 1 (0,68) e do lote 3 (0,71), e quanto ao conforto, o lote 4 registou 0,64 pontos, também abaixo do lote 5 (0,75 pontos), dos lotes 2 e 3 (0,79 pontos) e do lote 1 (0,80 pontos).

Já relativamente ao atendimento e limpeza e conservação interior, o total da rede obteve 0,81 pontos, mas o lote 4 voltou a ser o pior com 0,77 pontos no atendimento, abaixo dos 0,80 no lote 5, 0,82 no lote 1, 0,83 no lote 2 e 0,86 no lote 3, e na limpeza e conservação interior o lote de Gaia e Espinho ficou-se nos 0,69 pontos, abaixo dos 0,82 pontos dos lotes 3 e 5, 0,84 pontos do lote 2 e 0,87 do lote 1.

Quanto à limpeza e conservação exterior, o total da rede Unir obteve uma média de 0,82 de pontuação, com o lote 4, a ficar pior classificado com 0,68 pontos, atrás do lote 5 (0,84 pontos), dos lotes 2 e 3 (0,86 pontos) e do lote 1 (0,88 pontos).

No parâmetro da condução dos veículos, que obteve uma média de 0,83 de pontuação, o lote 4 ficou com 0,79 pontos, novamente abaixo do lote 1 (0,81 pontos), do lote 2 (0,85 pontos) e dos lotes 3 e 5 (0,87 pontos).

Nas reclamações efetuadas pelos clientes, 35% devem-se ao incumprimento de horários (atrasos, chegadas adiantadas), 18% à não realização/supressão do serviço programado, 9% ao autocarro não parar na paragem, 7% ao comportamento dos motoristas, 7% à pouca frequência de passagem, 5% a alteração/eliminação de linha, 3% a informação inexistente/incorreta, 3% a condições físicas/avarias dos autocarros, 2% a horários inadequados, 1% a problemas de validação dos títulos e 1% a sobrelotação dos veículos, havendo também 7% de outras reclamações.

Dos inquiridos, 33% afirmam viajar na rede Unir por motivo de trabalho, 30% por estudo e 12% por lazer, e do total, 48% diz que recorre ao autocarro por não ter alternativa, 19% por comodidade, 14% por ser económico, 12% pela proximidade e 4% pela rapidez do serviço.

Mais de um terço dos inquiridos (35%) situou-se na faixa etária entre 16 e 24 anos, 23% mais de 65 anos, 14% entre 55 e 64 anos, 11% entre 45 e 54 anos, 9% entre 25 e 34 anos e 8% entre 35 e 44 anos.

O inquérito foi realizado com base em entrevistas presenciais “na paragem de autocarro com mais validações em cada período horário e em cada município”.

A nova rede Unir, que arrancou em 01 de dezembro de 2023 com nova imagem uniformizada, substituiu os serviços efetuados separadamente pelos cerca de 30 operadores privados rodoviários na AMP.

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