Março seco e com temperaturas acima da média agrava redução de água no solo

O mês de março foi mais quente e seco do que o habitual em Portugal continental, segundo o IPMA. A temperatura média registou valores acima do normal, tornando-o o quinto março mais quente desde 2000. Consequentemente, a diminuição da precipitação levou a uma redução significativa da água no solo.
Agência Lusa
Agência Lusa
08 abr. 2026, 15:59

O mês de março foi quente e seco no continente, com temperaturas acima do normal e precipitação inferior à média, indica o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) divulgado esta quarta-feira.

Numa análise preliminar sobre o mês passado, em relação ao continente, o IPMA refere que o mês passado foi o quinto março mais quente desde 2000, e explica que a temperatura média do ar, 12,99ºC (graus celsius), foi 0,62ºC acima do normal (média de 1991-2020).

As temperaturas máxima e mínima também registaram valores superiores ao normal, e no final do mês houve ainda o início de uma onda de calor em parte do país.

Quanto à precipitação, março foi um mês seco, com um valor de precipitação (42,1 milímetros) que corresponde apenas a 54% do valor normal. Foi o oitavo março mais seco desde 2000. As regiões do Norte, interior Centro e interior do Alto Alentejo registaram valores inferiores a metade do habitual para esta época do ano.

O IPMA nota que houve uma redução significativa da água no solo, apesar de o ano hidrológico se manter ainda acima da média, devido ao inverno muito chuvoso.

Nos Açores, o mês de março foi frio e seco, e na Madeira a temperatura média do ar também foi inferior ao normal e a precipitação acima do normal.

No documento divulgado esta quarta-feira, o IPMA indica que no mês de março se observou uma região de anomalias negativas da temperatura do ar à superfície sobre o Atlântico Nordeste, que incluía as ilhas dos Açores, da Madeira e parte das ilhas Canárias.