Ministro da Agricultura defende recuperação de verbas não utilizadas na PAC
O ministro da Agricultura saudou as novas medidas aprovadas pela União Europeia para apoiar o setor vinícola.
O ministro da Agricultura saudou as novas medidas aprovadas pela União Europeia para apoiar o setor vinícola. Ainda assim, José Manuel Fernandes defendeu que o pacote deveria permitir a recuperação de fundos não utilizados e promete levar o tema às negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034. 23 fev. 2026, 16:17 José Manuel Fernandes defende que verbas não utilizadas e autorizadas possam transitar para o período seguinte. (Lusa/António Pedro Santos)
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, saudou esta segunda-feira as medidas aprovadas em Bruxelas para o setor vinícola, mas gostava que estas incluíssem recuperação de fundos não utilizados, tema que promete para as negociações do próximo orçamento plurianual.
O Conselho de ministros da Agricultura da União Europeia (UE) aprovou esta segunda-feira, na sua reunião em Bruxelas, medidas de apoio ao setor do vinho com o objetivo de equilibrar melhor a oferta e a procura, reforçar a adaptação às alterações climáticas, simplificar e harmonizar as práticas de rotulagem, incentivar a inovação, ampliar a flexibilidade do plantio e estimular as economias rurais.
As medidas também fortalecerão a capacidade do setor de responder às preferências em evolução dos consumidores e aproveitar as oportunidades emergentes do mercado.
“Gostaríamos que tivesse ido mais longe”, disse José Manuel Fernandes aos jornalistas, referindo-se à impossibilidade de as verbas não utilizadas de despesas autorizadas num período poderem transitar para o seguinte, em vez de caducarem.
Os pagamentos associados a uma autorização não cumprida caducam, o que já resultou, disse, em perdas de três mil milhões de euros.
O ministro esclareceu que irá lutar, na definição das verbas para a agricultura no próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028-2034) para que sejam reutilizados na Política Agrícola Comum.
As medidas aprovadas esta segunda-feira permitem que os Estados-membros apoiem medidas como o arranque das vinhas excedentárias, a fim de evitar o excesso de oferta e manter a estabilidade do mercado, ajudando a inovação e a adaptação às novas condições do mercado.
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