No interior do Estádio de Leiria, a solidariedade tenta correr mais depressa do que a tempestade

No interior do Estádio de Leiria, a solidariedade tenta correr mais depressa do que a tempestade. À medida que as ajudas chegam, multiplicam-se também as filas de quem perdeu quase tudo e procura uma resposta imediata. Entre sacos de roupa, telhas, lonas e toldes, é uma operação complexa, feita de urgência e de emoção, onde cada gesto conta.
Manuel Portugal
Manuel Portugal Jornalista
João Miguel Silva
João Miguel Silva Repórter de imagem
Redação
Redação
01 fev. 2026, 17:53

O que mais falta são telhas e lonas, no fundo materiais essenciais para proteger casas fragilizadas, numa semana em que a chuva promete regressar. “As pessoas estão a tentar precaver-se como podem”, explica uma das voluntárias, num espaço onde o cansaço convive com a vontade de ajudar.

À dificuldade da reconstrução soma-se agora a incerteza. A notícia de que a eletricidade poderá só ser reposta no final do mês de fevereiro cai de surpresa para muitos: “É muito triste”, reage uma das pessoas que apoia no interior do estádio e não sabia do anúncio feito este domingo pela E-Redes. Entre quem espera, há histórias que pesam mais do que os sacos que carregam. “Fiquei sem casa sem nada, e tenho dois bebés”, conta outro testemunho.