Porto investe 1,95 ME em escadas rolantes e nova praça nas Virtudes

A Câmara do Porto lançou um concurso público de 1,95 milhões de euros para instalar quatro secções de escadas rolantes entre a Rua dos Armazéns e a Fonte das Virtudes, numa intervenção que inclui também a criação de uma nova praça e a reabilitação da histórica fonte do século XVII.
Agência Lusa
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22 mai. 2026, 12:37

A Câmara do Porto lançou um concurso público de 1,95 milhões de euros para construir escadas rolantes e uma nova praça nas Virtudes, unindo a Rua dos Armazéns e a Fonte das Virtudes, que será reabilitada.

De acordo com uma informação hoje enviada às redações, em causa está um "investimento de quase dois milhões de euros na instalação de quatro secções de escadas rolantes", permitindo "uma mobilidade mais fluída entre a zona baixa e a zona alta" do centro histórico, em concreto entre a Rua dos Armazéns e a Fonte das Virtudes.

A empreitada, a cargo da empresa municipal Gestão e Obras do Porto (GO Porto), "inclui trabalhos para a renovação da histórica Fonte das Virtudes, que remonta ao século XVII, onde será criada uma nova praça".

"O espaço vai trazer um novo contexto à Calçada das Virtudes e servir como um local de descanso para quem faz o percurso de subida. Com um novo pavimento em granito e zonas ajardinadas, o objetivo é dar mais destaque à beleza da fonte e transformar um lugar que hoje está degradado e esquecido, num espaço agradável e digno para quem anda a pé", refere a Câmara do Porto no comunicado.

A autarquia liderada por Pedro Duarte (eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL) refere ainda que esta intervenção se integra "numa estratégia de mecanização de percursos no eixo nascente-poente da cidade", tal como sucedeu "nos projetos em Miragaia (Escada do Monte dos Judeus, concluída em 2020) e no Palácio de Cristal (elevador que vai ligar a Rua da Restauração aos jardins)".

De acordo com a memória descritiva e justificativa do projeto de arquitetura, que é assinado pelos gabinetes Pablo Pita e depA Architects, "no seu conjunto, a intervenção neste núcleo visa tornar todo o jardim das Virtudes mais fluído e de fácil acesso até à cota da Fonte das Virtudes".

Ficou a restar "apenas o desenvolvimento e a implementação da transposição desde aqui até à cota do Miradouro das Virtudes", sendo referida a "falta do elevador anulado em relação à versão anterior" do projeto.

"Esse último momento de ligação deverá ser estrategicamente concretizado pelo município numa fase ulterior, uma vez que se entende como absolutamente essencial para o fecho do círculo de mobilidade e ligação de todo o projeto na sua globalidade", argumentam os arquitetos.

Já relativamente à nova praça a criar em frente à Fonte das Virtudes, esta "desenha todo um novo sentido de remate ao final do eixo da Calçada das Virtudes (hoje de perfil e materialidade demasiado viária, de ambiente degradado e dissonante e, acima de tudo, sem um desenho conexo e de remate de todo o conjunto)".

"O novo desenho busca retribuir dignidade à histórica fonte, conferindo também ao espaço envolvente um ambiente mais pedonal e coadunado tanto com a sua integração na atmosfera orgânica dos Jardins das Virtudes como com a estratégia geral dos novos percursos pedonais propostos", com a nova praça a funcionar "simultaneamente como digno final do percurso agora desenhado para quem sobe a partir a Rua dos Armazéns em Miragaia e como remate urbano e pedonal do eixo da Calçada da Virtudes".

Porém, o projeto "não observa as normas legais e regulamentares do Decreto-Lei 163/2006, de 08 de agosto (Regime de Acessibilidades), ao abrigo do n.º5 do Artigo 10.º do referido Decreto-Lei, uma vez que a especificidade própria do projeto e a morfologia do terreno tornam impraticável o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade", mas "prevê o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade que pontualmente são possíveis aplicar".

Segundo a autarquia, a empreitada tem um prazo de execução de 365 dias, e as propostas para a empreitada podem ser submetidas até 20 de junho.