Proteção Civil alerta para risco de cheias devido a precipitação persistente

Mário Silvestre falava na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

 
Agência Lusa
Agência Lusa
10 fev. 2026, 13:30

A Proteção Civil alertou hoje para a possibilidade de inundações, devido à “precipitação persistente” prevista para os próximos dias, numa altura em que os solos e os cursos de água já se encontram saturados.

“Do ponto de vista do risco significativo de inundação, o rio Mondego, o Tejo, o Sorraia, o Vouga, o Águeda e o Sado continuam a ser os cursos de água que podem (…) ter um risco agravado de inundação”, afirmou o comandante nacional da Proteção Civil.

Mário Silvestre falava na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

Segundo o responsável, também os rios Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Lis, Nabão e o Guadiana correm o risco de inundação.

“É uma lista muito extensa dos principais cursos de água que, neste momento, são afetados ou, potencialmente, serão afetados por inundação. Vai de Norte a Sul do país”, salientou.

Mário Silvestre alertou para o potencial impacto dos cursos de água saturados, que tornam a situação atual “tudo menos normal” para o inverno.

Os cursos de água mais pequenos poderão transbordar novamente, afetando zonas que já tinham recuperado de inundações anteriores.

“O potencial de voltarem a ficar inundadas é significativo”, alertou, referindo que o rio Douro deverá ser o “menos afetado” e que o “plano da bacia do Tejo continua no seu nível mais elevado – no nível vermelho”.

O comandante da ANEPC reforçou que “a maior preocupação é efetivamente a precipitação”, que poderá provocar novos episódios de cheia em várias bacias hidrográficas.

O responsável adiantou ainda que poderão ocorrer rajadas fortes nas terras altas e “agitação marítima que poderá ir aos 10, 11 metros de altura”, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a manter os avisos amarelos e laranja para vários distritos do Norte e Centro.

O comandante da ANEPC voltou a reforçar os apelos à população para adotar comportamentos de segurança adequados, sobretudo nas áreas vulneráveis, recomendando que as pessoas “preservem os seus bens, retirem os bens de casa e salvaguardem também a sua segurança”.