PTRR “globalmente bem” mas reconstrução de casas não está a ter a mesma eficiência
“O PTRR está a correr globalmente bem. Beneficiaram disso milhares de empresas e dezenas de milhares de empresas”, afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, na conferência PTRR: Um novo ciclo de investimento, em Lisboa.
Conforme detalhou o ministro, encarregue da coordenação do programa, que foi apresentado no final do mês passado, mais de 7.000 empresas viram aprovadas dotações no âmbito das linhas de crédito, com 1.500 milhões de euros para a região de Leiria.
Ainda assim, Castro Almeida ressalvou que “a parte que não está a ter a mesma eficiência” prende-se com o apoio para a reconstrução de casas de primeira habitação, que recebeu 35.000 candidaturas e pouco mais de um terço “está resolvido”.
O ministro da Economia assinalou, na conferência, que é organizada pela Abreu Advogados, em parceria com NERLEI CCI – Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria e com o jornal ECO, grandes diferenças entre as várias câmaras municipais, que são responsáveis pela avaliação dos danos.
“Temos situações fantásticas, com algumas câmaras que já concluíram o seu trabalho, mas também há câmaras que não fizeram nenhuma [avaliação de danos]”, referiu, dando como bom exemplo Cantanhede ou Anadia.
O programa “Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência” (PTRR) tem um envelope financeiro global de 22.600 milhões de euros e um horizonte temporal de nove anos.
Ministro assegura que plano vai ser 100% executado se não houver “anormalidades”
“Estamos convencidos de que, se não houver anormalidades até ao final do ano, o PRR vai ser executado”, afirmou Manuel Castro Almeida, na conferência PTRR: Um novo ciclo de investimento, em Lisboa.
O governante já tinha anunciado que Bruxelas aprovou a última revisão do PRR que Portugal apresentou e que, ainda hoje, a Comissão Europeia vai receber o novo pedido de pagamento no âmbito deste plano.
O ministro sublinhou que o plano “vai acabar bem e está a correr bem”, apesar de admitir que começou com um atraso.
Ainda assim, notou que, atualmente, está “levemente adiantado”.
Com o nono pedido de pagamento, a execução do plano vai passar de cerca de 61% para 75%.
O titular da pasta da Economia vincou que este pedido de pagamento foi apresentado dentro do prazo e que falta apenas apresentar mais um.