Tábua volta a pedir que Governo apoie municípios excluídos da calamidade
A Câmara de Tábua voltou a apelar ao Governo na quinta-feira para que o município possa aceder a apoios financeiros, apesar de não estar inserido na situação de calamidade, tendo no concelho quase dois milhões de euros em prejuízos.
“Há municípios na região de Coimbra como o nosso [Tábua], que não tendo aquela classificação da calamidade, não estão a encontrar, nem podem submeter as candidaturas ao Estado [para obter financiamento]. Ainda ontem [quinta-feira] apelámos novamente para que se possa revisitar esse tema”, disse hoje o presidente da autarquia tabuense.
Em declarações à agência Lusa, Ricardo Cruz sublinhou que “os prejuízos [do mau tempo] estão a aumentar” e não está a ser encontrado “financiamento para os poder inserir”.
Segundo o edil, os estragos naquele concelho do interior do distrito de Coimbra estão “quase a bater os dois milhões de euros”, apesar de admitir que “os verdadeiros valores” e levantamentos “só podem ser feitos depois desta intempérie passar”, tendo em vista que podem aumentar.
Ao esclarecer que o Governo decretou estado de contingência para o concelho, o líder do executivo voltou a referir que não estão claros quais os critérios de inclusão para se decretar situação de calamidade nos municípios.
“Continuamos a não perceber [os critérios de inclusão na situação de calamidade], tendo em consideração que existem municípios com menos prejuízos que o nosso e que ficaram enquadrados”, reiterou, salientando, entretanto, “não querer fazer comparações”.
A autarquia já concretizou um protocolo com a Associação Nacional De Criadores De Ovinos Da Serra Da Estrela (Ancose), para “salvaguardar alguma alimentação e também substituição de algumas coberturas”, “prontamente efetuadas” aos associados do município.
À agência Lusa, o edil referiu também que foi pedido “um reforço das análises das águas à concessionária, neste caso à Águas do Planalto”, estando a água apta para consumo humano.
Entre as situações que assolam Tábua, além do realojamento de três famílias, está a atenção no principal acesso à localidade de Ribeira, em Touris, que “está para ruir”, havendo para já caminhos alternativos.