“Corta-se a autoestrada, não há alternativa”: 24 segundos para uma decisão crucial na A1
O Comandante Sub-Regional da Proteção Civil, Carlos Luís Tavares, recordou o momento em que tomou a decisão intuitiva e sem alternativa que levou ao encerramento urgente da autoestrada A1 para evitar uma possível tragédia.
O comandante sub-regional da Proteção Civil, Carlos Luís Tavares, recordou o momento decisivo em que ordenou o corte da A1 ainda antes da rutura do dique do Mondego, quando as equipas operacionais se encontravam a cerca de 100 metros da ponte da autoestrada. Perante a crescente pressão da água sobre os pilares da infraestrutura, descreveu o cenário como extremamente preocupante e pediu o apoio de um drone da Força Especial de Proteção Civil para avaliar a situação em tempo real. “Era uma pressão muito grande”, afirmou, explicando que a decisão surgiu de forma intuitiva: “Corta-se a autoestrada, não há alternativa”.
O comandante contactou diretamente a Brisa para solicitar o encerramento preventivo da circulação, numa chamada que durou apenas 24 segundos com um engenheiro da empresa, que avançou de imediato com a ordem de corte. Cerca de uma hora depois, a autoestrada estava totalmente interrompida, um processo que classificou como “tempo recorde”, tendo em conta a complexidade de parar uma via de grande tráfego sem provocar acidentes.