Um fenómeno extremo, com muitas ocorrências em simultâneo. Proteção Civil admite que “vai ser difícil repor a normalidade"

Os distritos de Leiria, Coimbra, Lisboa e Santarém foram os mais afetados pela passagem da depressão Kristin. Há duas mortes confirmadas, uma em Monte Real, em Leiria, e uma outra em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.
Agência Lusa
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28 jan. 2026, 11:23

(Em atualização)

 A Proteção Civil aumentou para 3.300 o número de ocorrências devido à passagem da depressão Kristin pelo continente, sobretudo relacionadas com a queda de árvores e de estruturas e inundações. Os distritos mais afetados foram Leiria, Coimbra, Lisboa e Santarém. A passagem da depressão causou cinco mortes, quatro em Leiria e uma outra em Vila Franca de Xira. Foi alargado até às 23h59 o nível máximo de prontidão dos meios.

Segundo Daniela Fraga, adjunta do Comando de operações nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), tratou-se de um fenómeno extremo, com muitas ocorrências em simultâneo. A responsável acrescentou que os operacionais estão no terreno desde o início da noite, mas admite que “vai ser difícil repor a normalidade”.

“Existem muitos constrangimentos, nomeadamente no que diz respeito às comunicações, às vias de circulação, à distribuição de rede elétrica. Existem muitas árvores caídas a impedir a circulação rodoviária. Existe muita queda de estruturas e também, neste caso, a poder obstruir a circulação rodoviária e os diferentes acessos”, afirmou.

A passagem da depressão causou cinco mortes, uma das quais devido à queda de uma árvore em cima de um veículo em Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa. Quatro foram registadas em Leiria.

As sub-regiões mais afetadas até ao momento são Leiria, Coimbra, Lisboa, Península de Setúbal, Oeste, Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Aveiro.

Foram ativados o plano distrital de Coimbra e foram ativados os planos municipais de Coimbra, Mira, Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere, Lourinhã, Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Proença-a-Nova, Castelo Branco e Sertã.

A Proteção Civil vai manter-se em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, até às 23h59.