UTAD duplica camas e garante alojamento a todos os bolseiros no novo ano letivo

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai arrancar o ano letivo 2026/27 com a capacidade de alojamento estudantil praticamente duplicada.

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 8 Jul. 2026, 13:30
UTAD duplica camas e garante alojamento a todos os bolseiros no novo ano letivo

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai arrancar o ano letivo 2026/27 com a capacidade de alojamento estudantil praticamente duplicada. No total, são agora 1.024 camas em residências universitárias, resultado de um investimento de 30,4 milhões de euros, que asseguram alojamento a todos os alunos bolseiros. 13 mai. 2026, 12:10 O reforço resulta da construção e requalificação de várias residências em Vila Real. (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro)

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) prevê arrancar o ano letivo 2026/27 com 1.025 camas nas residências universitárias, praticamente duplicando a oferta de alojamento e dando resposta a todos os alunos bolseiros.

“É um investimento muito importante, na medida em que a maioria dos nossos alunos, cerca de 80%, são deslocados e muitos com algumas dificuldades familiares em termos financeiros”, afirmou esta quarta-feira à agência Lusa Jorge Ventura, reitor interino da universidade localizada em Vila Real.

O alojamento tem sido uma das maiores dificuldades apontadas pelos estudantes universitários que escolhem a cidade para estudar.

“Comparativamente a outras instituições, até já tínhamos uma oferta generosa em termos de camas, mas agora, com este investimento, vamos praticamente duplicar a oferta, quer em quartos individuais, quer em quartos duplos”, reforçou.

O investimento global é de 30,4 milhões de euros, com 24,6 milhões de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e 5,8 milhões de euros de fundos próprios. O projeto insere-se no Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior.

O valor que corresponde à academia, de 19% do total, inclui “os erros e omissões, trabalhos complementares e revisões de preços”.

A UTAD tinha 579 camas nas residências de Codessais e Além-Rio. Entre novas camas e remodeladas nas, agora, cinco residências, passará a dispor de 1.139, num aumento de 96,7%.

O ano letivo arranca com 1.025 camas em alojamento estudantil, já que se verifica um atraso em parte da obra de requalificação (114 camas), em Codessais, e essa parte corre o risco de perder o financiamento comunitário. A conclusão destes quartos está prevista para dezembro.

“Temos a esperança, porque temos indícios disso, que o próprio Ministério vai atender a determinadas situações particulares que se justifiquem e que não vai deixar de ter em consideração essas situações e de as financiar”, referiu Jorge Ventura, que apontou, no entanto, que para já o prazo de conclusão do PRR, de 31 de agosto, ainda não alterado.

Segundo explicou o reitor, foram detetados problemas de fundações na torre do complexo de Codessais, “o que obrigou a soluções que não só encareceram a obra, como atrasaram o processo”.

Neste projeto global, delineado em fevereiro de 2022 e que visa aumentar a oferta de alojamento estudantil e dar resposta às necessidades dos alunos, a UTAD optou por remodelar os edifícios A e B da residência Além-Rio, prevendo-se que o bloco A fique concluído já em maio (quartos e cantina).

Para mais tarde fica a requalificação dos restantes edifícios, C e D, que não foram incluídos nesta obra para garantir algum alojamento aos estudantes durante esta fase.

O projeto contempla a construção de raiz, no campus, da residência Quinta de Prados com 200 camas, a remodelação e adaptação da casa senhorial Nossa Senhora de Lurdes e anexos, também no campus, com 32 camas, bem como o reaproveitamento do edifício do antigo Centro Integrado de Formação de Professores (CIFOP), onde estão a ser instaladas 250 camas.

Em todas as residências houve uma aposta na sustentabilidade dos edifícios, que incluem quartos para pessoas com mobilidade reduzida, cozinhas e espaços de estudo. No ex-CIFOP será criada uma clínica e, por exemplo, a Senhora de Lurdes inclui ginásio.

O reitor realçou que o número de camas total vai cobrir a 100% os bolseiros da academia. Um aluno bolseiro que precise de alojamento pagará 91 euros.

Poderá ainda ter “uma função reguladora no mercado”, porque o aumento da oferta de alojamento estudantil pode ajudar a aliviar a pressão na cidade.

A UTAD estuda formas de rentabilizar estes quartos, durante o período de verão em que os alunos não estão nas residências, com o objetivo de criar um fundo para uma contínua manutenção deste património que representa um “investimento nos alunos”.

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