Vila Nova de Milfontes volta a mergulhar nas “florestas do mar” com mais uma edição de festival dedicado aos oceanos

O Festival das Florestas Marinhas regressa a Vila Nova de Milfontes com dez dias de atividades sobre biodiversidade marinha, conservação e cultura do mar.
Redação
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13 mai. 2026, 08:00

Entre 13 e 22 de maio, Vila Nova de Milfontes acolhe a 4.ª edição do Festival das Florestas Marinhas, uma iniciativa que junta ciência, comunidade e natureza para dar a conhecer a importância dos ecossistemas marinhos e da conservação dos oceanos.

As iniciativas decorrem em vários espaços de Vila Nova de Milfontes, no rio Mira e também na zona costeira, envolvendo investigadores, estudantes, residentes e visitantes numa programação centrada na biodiversidade marinha e no papel das chamadas “florestas marinhas”.

Estas florestas, compostas por algas e outras espécies marinhas, são consideradas fundamentais para o equilíbrio dos oceanos. Além de ajudarem a preservar a biodiversidade, contribuem para a produção de oxigénio e para a captura de carbono, desempenhando um papel importante no combate às alterações climáticas.

Um dos momentos centrais do festival acontece a 17 de maio, com a realização da reunião científica “Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?”, no Colégio Nossa Senhora da Graça. A sessão é aberta ao público e vai reunir investigadores, empresas e organizações de várias zonas do país para discutir temas ligados à conservação, restauro, inovação, cultivo e bioeconomia destes ecossistemas.

A coordenação científica está a cargo de Ester Serrão, da Universidade do Algarve/CCMAR/CIMAR-LA, e Isabel Sousa Pinto, da Universidade do Porto/CIIMAR/CIMAR-LA.

Já entre 18 e 22 de maio, decorre um programa dedicado à descoberta de algas e plantas marinhas do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, dirigido a estudantes universitários.

O festival é promovido pelo CCMAR, Município de Odemira, Colégio Nossa Senhora da Graça, Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes e Universidade do Algarve.