Vírus da língua azul ameaça sustentabilidade das explorações pecuárias na região de Castelo Branco

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco alertou para os graves prejuízos económicos causados pelo vírus da língua azul, que afeta as...

Agência Lusa
Agência Lusa Jornalista 26 Jan. 2026, 09:50
Vírus da língua azul ameaça sustentabilidade das explorações pecuárias na região de Castelo Branco

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco alertou para os graves prejuízos económicos causados pelo vírus da língua azul, que afeta as explorações de ovinos da região. Perante este cenário, a associação exige que o Governo reforce as medidas de apoio direto, nomeadamente compensações financeiras e ações de desinsetização dos abrigos pecuários. 26 jan. 2026, 09:50

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) alertou esta segunda-feira para os danos económicos graves causados pelo vírus da língua azul que afeta as explorações pecuárias da região e que coloca a sua sustentabilidade em risco.

“A doença [febre catarral ovina], que afeta os ovinos, tem provocado perdas irreparáveis em várias explorações da região e a situação tende a piorar com a chegada da primavera e com as temperaturas mais elevadas”, notou a ADACB.

Numa nota enviada à agência Lusa, a ADACB exigiu que o Governo reforce as medidas de apoio direto aos produtores afetados por esta epidemia, incluindo compensações financeiras para garantir a viabilidade das explorações e a desinsetização dos abrigos pecuários, com o objetivo de eliminar os mosquitos vetores da doença.

A associação referiu que muitos produtores continuam a reportar perdas significativas na produção de leite e um elevado número de abortos nos seus rebanhos, “o que tem gerado danos económicos graves, colocando em risco a sustentabilidade de diversas explorações pecuárias”.

“A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco manifesta, mais uma vez, a sua profunda preocupação com a gravidade da situação que os produtores enfrentam”.

A agravar esta situação que afeta as explorações da região, a ADACB realçou também a escalada dos custos de produção, como rações, medicamentos e serviços veterinários, situação que “agrava ainda mais a já fragilizada situação financeira dos produtores, deixando muitos à beira da falência”.

A produção de ovinos é uma atividade de grande relevância económica no distrito de Castelo Branco, sendo reconhecida pela qualidade da carne, leite e queijos produzidos, e representa uma importante fonte de rendimento para muitas famílias locais.

Segundo a ADACB, a combinação dos efeitos da febre catarral ovina e o aumento dos custos de produção coloca em risco a continuidade desta atividade vital para a economia rural.

“É imperativo que o Governo se mobilize de forma eficaz para preservar a produção de ovinos na região, uma atividade secular que não apenas sustenta a economia local, mas também contribui para a manutenção da biodiversidade e da identidade territorial”.

A ADACB realçou ainda que, sem um apoio imediato e efetivo, há o risco de uma parte significativa deste setor desaparecer, com consequências irreparáveis para a economia rural e a segurança alimentar.

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