“A tempestade Kristin poderá ter sido a mais forte desde que temos registos”
“A tempestade Kristin que nos atingiu, tendo em conta o enquadramento que fizemos, poderá ter sido, provavelmente, a mais forte desde que temos registos”, salientou Nuno Lopes, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O meteorologista adiantou ainda que se espera “muita precipitação” ao longo da próxima semana, ou seja, um tempo invernoso, mas "sobre um território que já de si apresenta fragilidades e que teve um dezembro que foi o sétimo mais chuvoso desde o início do século”.
Nuno Lopes alertou ainda que estão previstos “alguns episódios de vento pontualmente forte”, que deverão ser enquadrados em avisos amarelos, mas, com as “fragilidades que o território apresenta”, poderão ter impactos superiores.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.