11 vias cortadas no distrito Porto. Câmara ativa Plano de Emergência até domingo.

Onze vias, mais duas do que no domingo, estavam esta segunda-feira, pelas 10:30, condicionadas ao trânsito no distrito do Porto, sobretudo devido a desmoronamentos e inundações, designadamente em Gondomar, Baião, Gaia, Amarante, Marco de Canaveses e Felgueiras, revelou a GNR.
 
Agência Lusa
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09 fev. 2026, 13:17

Em comunicado, o Comando Territorial do Porto refere que em Zebreiros, no concelho de Gondomar, mantém-se condicionada a Rua Beira Rio, por inundação do rio Douro, somando-se na Foz do Sousa o caminho de acesso ao Parque de Travassos, por inundação do rio Sousa.

Em Vila Nova de Gaia, à semelhança de domingo, estão condicionadas a Rua Eugénio Paiva Freixo (Crestuma) e a Alameda Praia de Arnelas (Olival) por causa de quedas de árvores e postes de iluminação pública e inundações, respetivamente.

Por seu lado, em Santa Marinha do Zêzere, no concelho de Baião, um desmoronamento condicionou a Rua 20 de Junho e, pelo mesmo motivo, estão encerradas em Amarante as Estradas Nacionais (EN) 15 (ao quilómetro 74.800, em Candemil), a EN 101 (ao quilómetro 139.300, em Padronelo) e a Rua de Infincas, em Vila Caiz.

No Marco de Canaveses, o aluimento de uma via mantém fechada a Rua dos Tapadas (Sobretâmega), somando-se a Rua S. Mamede (Constance), esta condicionada devido a uma inundação.

Ainda na Lixa, concelho de Felgueiras, está condicionada a Rua Dom António Ferreira Gomes por desmoronamento.

Perante estas situações, a GNR pede aos automobilistas para planear antecipadamente os percursos, utilizar vias alternativas e cumprir a sinalização temporária no local.

O município do Porto terá ativo até às 23:59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações.

“A ativação do PMEPC visa reforçar a prontidão, a coordenação institucional e a capacidade de resposta municipal, assegurando a articulação entre os diversos agentes de proteção civil, serviços municipais e entidades com responsabilidades na prevenção, monitorização e resposta a situações de risco”, esclareceu a autarquia no seu ‘site’.

O plano encontra-se ativo desde as 00:00 de domingo.

O Serviço Municipal de Proteção Civil do Porto está a “acompanhar permanentemente a situação, garantindo a monitorização meteorológica e hidrológica, a coordenação das operações municipais de proteção e socorro e a adequada informação à população”.

O acesso à Avenida D. Carlos I e aos molhes e praias está interditado e não há previsão do levantamento destas restrições, esclareceu a autarquia.

Na Praia da Luz, na Foz do Douro, a forte ondulação provocou estragos no restaurante existente naquele areal.

O comandante adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens, disse esta segunda-feira à Lusa, pelas 11:00, que a situação no rio Douro “tem estado estabilizada”, mas devido à “previsível maior pluviosidade” o alerta vermelho para risco de cheias e as medidas de prevenção são para manter.

O comandante alertou que “está prevista muita chuva para o Norte de Portugal e para Espanha”, previsão que “associada ao aumento do caudal dos rios e afluentes e à elevada saturação que os solos” pode vir a causar dificuldades.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.