A celebrar 10 anos, Observatório do Alqueva leva astroturismo para voos mais altos
Situado em plena Reserva DarkSky Alqueva, entre a vila medieval de Monsaraz e as margens da albufeira, o Observatório do Lago Alqueva (OLA) foi fundado por Leonel Godinho, um engenheiro civil apaixonado pelo céu da região.
O Observatório do Lago Alqueva foi a concretização do “sonho de um jovem que, quando andava a acompanhar os seus avós no campo, ficava fascinado com o magnífico céu”. “Quando comecei a crescer, percebi-me que realmente somos uns privilegiados”, realça.
Atualmente, segundo o fundador e atual diretor, o espaço recebe “cerca de 16 mil turistas por ano” para observações astronómicas e solares, atividades relacionadas com a física, simulação das crateras da lua, refração da luz, entre outras.
O observatório tem também vocação para sessões didáticas, como a missão análoga a Marte que está a decorrer, até domingo, com a participação de nove jovens alunos, e para “experiências mais ligadas ao campo científico”.
“Mas, ao fim de 10 anos, queremos inovar, queremos fazer mais e dar resposta a algumas das necessidades que temos verificado no sistema educativo e também nas atividades lúdicas das pessoas”, salienta.
Na calha está a construção de uma “estação espacial com requisitos necessários” para a realização de missões espaciais análogas, aproveitando “uma região que tem condições ótimas para este tipo de testes”.
Para isso, já foram estabelecidos acordos com as agências espaciais Europeia, de França, Áustria e Emirados Árabes Unidos, que “dão a garantia de que vamos ter aqui grandes desenvolvimentos e experiências científicas”, assinala.
Leonel Godinho diz que, ao contrário de outros locais onde se realizam estas missões análogas, como desertos, a zona de Monsaraz possui “bons acessos, restauração e hotelaria, que permitem dar apoio a quem participa nestas experiências”.
A futura estação espacial vai, entre outras valências, “recriar o processo de compressão e descompressão e a forma como se conservam os fatos” de astronauta, juntando-se ao centro de controlo, cuja construção está praticamente concluída.
“Vamos ter laboratórios na própria estação, como existe numa nave espacial, laboratórios de robótica, biomédica, geologia e a parte das comunicações” que simulam os contactos com o centro de controlo e o planeta Terra, acrescenta.