A vocação comercial do Porto ao longo dos séculos

Esta reportagem traça um retrato do Porto como cidade historicamente marcada pelo comércio, desde a Idade Média até à atualidade. As famílias, a arte de bem receber e a preservação das memórias ajudam a manter viva a vocação comercial portuense. 
Pedro Marcos Editor de imagem
Sofia Dias Olmedo
Sofia Dias Olmedo Jornalista
Nuno Miguel Santos Repórter de imagem
04 fev. 2026, 20:13

O Conta Lá faz um roteiro por lojas emblemáticas que resistem ao tempo através da adaptação e da fidelidade dos clientes. A Loja Piranha, fundada em 1995 durante o boom do CD, sobrevive graças a um nicho fiel. A Confeitaria Petúlia, com 54 anos de história, mantém o bolo-rei como produto estrela ao longo de todo o ano e é palco de encontros de famílias e grandes nomes da cena pública portuense. 


Aqui, conhecemos, também, a loja de ferragens BFG, fundada em 1910, que continua na mesma família há mais de um século, reinventando-se para alcançar novos públicos. Estes exemplos mostram como o comércio tradicional continua vivo no Porto, conciliando herança, inovação e identidade local.


A Casa do Infante, com mais de 700 anos, surge como símbolo maior do mercantilismo portuense, tendo começado por funcionar como alfândega e guardando hoje um vasto arquivo histórico da cidade. Este passado comercial ajuda a compreender a identidade económica do Porto e a forma como o comércio moldou o seu desenvolvimento urbano e social ao longo dos séculos.