Afluência às urnas manteve-se estável face à primeira volta, com algumas queixas de eleitores impedidos de votar
As assembleias de voto para as eleições presidenciais encerraram às 19 horas deste domingo em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária.
Nos Açores, as mesas de voto abriram e encerraram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados a escolher este domingo o novo Presidente da República, embora haja municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados.
A segunda volta das eleições presidenciais opôs este domingo António José Seguro a André Ventura.
No sufrágio de 18 de janeiro, Seguro obteve 31,11% e Ventura 23,52% dos votos, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
António José Seguro, apoiado pelo PS desde a primeira volta e pelos partidos à esquerda depois, estava em primeiro lugar no boletim de voto, seguido por André Ventura, presidente do Chega.
O universo eleitoral foi idêntico ao das eleições de 18 de janeiro: 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Na primeira volta da eleição que vai determinar o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, ficaram para trás Luís Marques Mendes, Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim Figueiredo, António Filipe, Catarina Martins, Jorge Pinto, Humberto Correia, André Pestana e Manuel João Vieira.
Até às 16:00, a afluência às urnas situava-se nos 45,50%, em linha com o que se registou na primeira volta (45,51%), segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Seguro e Ventura enalteceram a importância do voto, mas o líder do Chega, que defendeu o adiamento do ato eleitoral, considerou "um desrespeito pedir às pessoas para irem votar", tendo em conta a situação em algumas zonas do país devido às cheias.
A segunda volta das eleições presidenciais decorreu sem incidentes de maior nas assembleias de voto, embora a Comissão Nacional de Eleições (CNE) tenha indicado à Lusa que recebeu uma queixa de um eleitor que relatou não ter conseguido votar em Benfica, porque lhe disseram que já teria votado antecipadamente, o que fez apenas na primeira volta.
Um caso idêntico foi relatado pelo Expresso, que noticiou que um dos seus jornalistas, Luís Guerra, não conseguiu votar em Lisboa pelo mesmo motivo, tendo sido indicado na mesa que já tinha votado antecipadamente, o que não fez.