Águeda alerta para possível aumento significativo dos caudais na quarta-feira

A Câmara de Águeda alertou esta terça-feira para um possível aumento significativo dos caudais a partir das 06:00 de quarta-feira, apelando à população para estar atenta a subidas rápidas do nível da água nas zonas ribeirinhas.
Agência Lusa
Agência Lusa
10 fev. 2026, 21:08

A Câmara de Águeda, no distrito de Aveiro, alertou hoje para um possível aumento significativo dos caudais a partir das 06:00, apelando à população para estar atenta a subidas rápidas do nível da água nas zonas ribeirinhas.

Numa nota publicada na sua página na rede social Facebook, o município alerta para um aumento significativo dos caudais dos rios previsto para quarta-feira, agravado pelas descargas da Barragem de Ribeiradio.

"Informamos que, apesar de a água estar atualmente a baixar — tendência que deverá manter-se até cerca das 6:00 — prevê-se que volte a subir posteriormente", refere uma nota publicada na página do município na rede social Facebook.

Esta situação, segundo a autarquia, poderá provocar subidas rápidas do nível da água nas zonas ribeirinhas.

A Câmara apela à população, especialmente a quem vive em zonas próximas de rios, ribeiras e áreas instáveis, para adotar todas as medidas de precaução necessárias e mantenha vigilância permanente.

Pede-se ainda cuidados redobrados na estrada, devido a possíveis vias cortadas, estradas com buracos que são impossíveis de reparar nesta altura, pisos escorregadios, árvores caídas e acumulação de água.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.